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Trabalhador cobra na Justiça perdas do FGTS
20 de abril de 2015Com os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) levando uma sova da inflação, milhares de trabalhadores decidiram recorrer ao Judiciário para exigir a mudança na correção dos saldos. Mas não tem sido uma empreitada fácil. As mais de 50 mil ações que questionam o uso da Taxa Referencial (TR) como índice de remuneração do patrimônio, além dos juros de 3% ao ano, estão paradas há mais de um ano. Os processos aguardam despacho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves. Em decisão monocrática, ele suspendeu a tramitação das matérias que tratam sobre a questão em todos os tribunais do Brasil — com exceção do Supremo Tribunal Federal (STF) — enquanto relata um recurso que será apreciado pela 1ª Turma da Corte.
Autor do recurso, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo de Pernambuco e Paraíba pede que o FGTS seja corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e não pela TR. A entidade justifica que a Taxa Referencial ficou zerada em vários momentos e impôs perdas ao patrimônio dos trabalhadores. Nas contas do Instituto Fundo Devido ao Trabalhador, entre 1999 e março de 2015, os prejuízos acumulados chegariam a R$ 254,56 bilhões se, em vez da TR, as contas fossem atualizadas pelo INPC. Gestora do FGTS, a Caixa Econômica Federal requisitou à Justiça que todos os processos sobre o tema fossem suspensos para evitar insegurança jurídica, enquanto a 1ª Turma do STJ não julga o recurso do sindicato de trabalhadores de Pernambuco e da Paraíba. O ministro Benedito Gonçalves acatou os argumentos do banco e, desde fevereiro do ano passado, as ações estão paradas.
Essa decisão, no entanto, mereceu críticas do subprocurador-geral da República Wagner de Castro Mathias Netto, que é representante do Ministério Público Federal no STJ. Para Mathias Netto, a atualização das contas vinculadas ao FGTS deve seguir a inflação. Caso isso não seja possível, que se mude a fórmula de cálculo da TR, responsável pelas distorções que prejudicam os trabalhadores.
Quem planeja entrar com uma ação cobrando as perdas com o FGTS deve estar ciente de que será uma briga longa e sem garantia de vitória. O advogado e especialista em direito do trabalho Maurício Corrêa da Veiga explica que, desde a decisão do ministro Benedito Gonçalves, o número de ações que chegam aos tribunais sobre o assunto diminuim significativamente. O STF já foi provocado a se pronunciar sobre o tema. Uma ação direta de inconstitucionalidade foi ajuizada pelo partido Solidariedade.
Fonte: Diario de Pernambuco
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