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Investidores cobram reformas
27 de janeiro de 2007DAVOS (Suíça) – Reformas macro e microeconômicas, menos regulamentação e mais combate à corrupção. Esses são três pré-requisitos essenciais para a economia brasileira poder crescer mais nos próximos anos, segundo a avaliação de cerca de 30 empresários, analistas e investidores que se reuniram ontem num almoço durante o Fórum Econômico Mundial para avaliar as perspectivas do País.
Apesar da presença do ministro da Indústria, Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o evento não atraiu muito a atenção dos delegados
Durante o almoço, cada mesa discutiu um tema relacionado ao crescimento brasileiro. Curiosamente, Meirelles foi o coordenador do grupo que discutiu as reformas. “A nossa discussão apontou que a reforma tributária é a mais urgente”, disse Meirelles. “E o governo já está empenhado em aprová-la o quanto antes.”
Furlan, por sua vez, não perdeu uma oportunidade para destacar os números positivos da balança comercial brasileira e o aumento da competitividade externa do Brasil durante o governo do presidente Lula.
Kristin Forbes, professora associada de economia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), disse que as reformas macroeconômicas e uma redução da informalidade no mercado de trabalho são prioritários para o País. “O Brasil apresentou progressos importantes nos últimos anos, mas precisa avançar com mais rapidez no campo das reformas macro para crescer com taxas mais elevadas”, disse Forbes à Agência Estado.
Apesar do clima descontraído do evento, Meirelles não deixou de ser cobrado pelos elevados juros no Brasil. Antes do almoço, um dos participantes disse ao presidente do BC: “Como pode o Brasil ter uma inflação de 4% e os juros em 14%? Nunca vi isso em lugar nenhum.” Meirelles respondeu que a tendência de longo prazo dos juros é de queda. “Estamos no caminho certo”, disse.
O presidente do conselho-gerencial da consultoria AT Kearney, Paul Laudicina, um dos especialistas mais respeitados no mundo na área de investimentos diretos estrangeiros (IDE), demonstrou um forte otimismo com as perspectivas do Brasil atrair mais recursos internacionais nos próximos anos para fortalecer sua infra-estrutura e ampliar sua base industrial e tecnológica.
Ele criticou a tese defendida por muitos economistas brasileiros de que o País está sendo deixado para trás por outras grandes nações emergentes, como a China e a Índia. “Os brasileiros sempre querem ver o copo vazio pela metade do que cheio pela metade”, disse Laudicina. “Olhando de fora, a perspectiva é positiva para o Brasil, o copo está cheio pela metade.”
Fonte: Jornal do Commercio
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