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Fisco penhora bens das lojas Narciso
23 de agosto de 2007A Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) fez uma operação ontem na sede da Narciso Maia Tecidos para resgatar parte de uma dívida da empresa através da penhora de imóveis e da remoção de mercadorias. Segundo o gerente de Cobranças de Débitos Fiscais da Sefaz, José Carlos Alencar, a companhia do segmento de tecidos deve cerca de R$ 11,5 milhões em impostos ao governo de Pernambuco.
Durante a operação, realizada na loja da empresa em Afogados e na sede (situada nas Rua de Santa Rita e Padre Muniz), o oficial de justiça penhorou quatro prédios no valor somado de R$ 700 mil.
“Além disso, mercadorias no valor de R$ 120 mil foram removidas para o depósito da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que também participou da operação”, explica o procurador chefe adjunto, Bruno Lemos.
A execução da dívida foi autorizada pelo juiz da 1ª Vara de Execução Fiscal do Estado, Dário Rodrigues. O mandado de penhora estava em torno de R$ 1,5 milhão.
Alencar explica que a Fazenda já tentou negociar o pagamento parcelado da dívida com a empresa por diversas vezes. “O débito vem se acumulado há uns 10 anos. Já procuramos os proprietários para negociar e detectar uma melhor forma de pagamento, mas não tivemos sucesso. Queremos que a empresa passe a negociar conosco depois da operação”, completa.
Os bens penhorados e removidos pela operação serão, segundo Bruno Lemos, leiloados para abater parte da dívida. “A empresa é uma grande vendedora do setor de tecidos de Pernambuco”, diz Lemos.
Durante a operação de ontem, a Sefaz encontrou e apreendeu mercadorias de outro contribuinte, que operava no prédio da sede da Narciso. Os produtos estavam sem nota fiscal.
As mercadorias estavam avaliadas em cerca de R$ 300 mil. O imposto devido junto com a multa aplicada e os juros fica em torno de R$ 153 mil.
OPERAÇÃO
Segundo Alencar, a operação foi somente a primeira de muitas que a Sefaz quer realizar em parceria com a PGE para resgatar parte da dívida ativa do Estado, que hoje gira em torno de R$ 8,6 bilhões.
Os cálculos da Sefaz estimam que R$ 6 bilhões dos R$ 8,6 bilhões são débitos difíceis de serem recuperados. “São dívidas de empresas que já fecharam ou transferiram suas operações para outros Estados”, lamenta Alencar.
A Sefaz vai tentar recuperar os outros R$ 2,6 bilhões através de várias operações. Os contribuintes que mais devem serão visitados pelos auditores fiscais e representantes da PGE e a operação realizada na Narciso deve se repetir em várias empresas.
“A Narciso foi apenas a primeira empresa a ser visitada. A dívida era antiga e aumentava a cada ano. Por isso, começamos por ela”, afirma Bruno Lemos.
A reportagem do Jornal do Commercio procurou a empresa, ontem, mas não conseguiu falar com nenhum representante.
Fonte: Jornal do Commercio
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