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Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9%, mostra ANS
11 de maio de 2026Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Essa variação é a menor em cinco anos, mas representa mais que o dobro da inflação oficial medida. Reportagem do GLOBO mostrou em 23 de abril que os aumentos nesse tipo de produto ficaria entre 9% e 10%.
Os dados se referem aos reajustes anuais praticados pelas operadoras nos dois primeiros meses do ano e foram divulgados na última sexta-feira pela Agência Nacional de Saúde Suplementar ( ANS), órgão regulador do setor.
A última vez em que os planos coletivos — aqueles contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe — tiveram reajuste médio menor foi em 2021, quando subiram 6,43%.
Naquele ano de pandemia de Covid-19, os planos subiram menos porque o isolamento social levou à redução na realização de consultas, exames e cirurgias eletivas (não urgentes).
Acima da inflação
Para efeito de comparação, em fevereiro de 2026, a inflação oficial – apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 3,81% no mesmo período. A ANS diz que não é correto fazer comparação simples entre inflação e reajuste dos planos.
Diferentemente dos planos de saúde individuais ou familiares celebrados diretamente com as operadoras para a própria pessoa e dependentes os reajustes dos planos de saúde coletivos são decididos por meio de livre negociação entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora do plano.
Os coletivos que têm menos de 30 beneficiados sofrem o mesmo reajuste do grupo de contratos da operadora. Dessa forma, a ANS consegue observar o reajuste médio, separando os planos por porte.
Nos dois primeiros meses de 2026, os planos com 30 ou mais vidas, como classifica o jargão do setor, subiram 8,71% em média. Já os com até 29 clientes, 13,48%. De acordo com a ANS, 77% dos clientes são de planos com 30 ou mais vidas.
No caso dos planos individuais, é a ANS que determina a mudança de valor.
Os dados mais recentes da ANS, relativos a março deste ano, apontam que o Brasil tinha 53 milhões de vínculos de planos de saúde (uma pessoa pode ter mais de um contrato), aumento de 906 mil em um ano. De cada 100 clientes, 84 eram de planos coletivos.
Em 2025, ainda segundo a ANS, o setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado.
Isso significa que para cada R$ 100 recebido, o setor obteve cerca de R$ 6,20 de lucro.
Fonte: Folha de Pernambuco
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