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Custo alto para a aposentadoria
7 de maio de 2013Em tempos de juros básicos da economia em 7,5% ao ano, está cada vez mais difícil para o brasileiro garantir a sonhada aposentadoria por meio dos planos de previdência privada. É preciso poupar bem mais para receber o mesmo valor previsto anos atrás, quando a taxa Selic andava na casa dos dois dígitos. O cenário atual escancarou como os trabalhadores estão pagando caro para manter um desses planos. O rendimento real fica, em alguns casos, abaixo da inflação.
O custo é mais alto nos bancos que trabalham com a chamada taxa de carregamento, caso de Bradesco, ItaúUnibanco, HSBC e Santander, líderes do segmento. Essa cobrança representa um abatimento no ato do depósito, que, no início, chega a 4,5%. Assim, nos primeiros 12 ou 15 meses de aplicação, o poupador verá as economias diminuírem, em vez de aumentarem.
Com taxa de carregamento nesses patamares, não há rendimento mensal suficiente para cobrir os custos. Em uma aplicação que renda 0,5% bruto ao mês, por exemplo, performance considerada boa atualmente, o menor desse encargo já engole o ganho do mês. Pior ainda é a situação de quem arca com uma mordida de 4,5%.
“Os custos dos planos de previdência comprometem a rentabilidade de forma substancial. Se a pessoa aplica R$ 1 mil, já começa com R$ 955 (no caso de carregamento de 4,5%), e levará um tempo para recuperar esse valor”, ilustra o diretor de Gestão de Recursos de Terceiros da corretora Ativa, Arnaldo Augusto Curvello. Os abatimentos só recuam conforme, ao longo dos anos, o cliente atinja montante maior. Ou seja, paga mais quem tem menos para poupar — saldo, em geral, de até R$ 50 mil.
Despesa administrativa
O cenário complica ainda mais porque os titulares de planos de previdência têm de desembolsar a taxa de administração dos fundos de investimento responsáveis pelos recursos depositados. Esse índice, que chega a 3% ao ano, é maior para quem poupa menos, e afeta diretamente a rentabilidade das aplicações.
Mesmo para saldos entre R$ 100 mil e R$ 500 mil, essa cobrança gira em torno de 2% ao ano (cobrada proporcionalmente todos os dias). Somente montantes acima de R$ 800 mil envolvem custo de administração menor, de 0,8%. É por essa razão que alguns fundos de renda fixa estão rendendo 0,38% ao mês, enquanto outros alcançam 0,6%.
“Os juros baixos revelam, entre outras coisas, o alto custo das taxas de carregamento e de administração. Muitas pessoas olham o saldo e verificam, após seis meses ou um ano, que têm menos do que aportaram. Os planos de previdência têm o desafio de entregarem rentabilidade para quem contribui e para os bancos”, analisa o professor e educador financeiro Mauro Calil.
A Caixa Econômica Federal aboliu a cobrança de taxa de carregamento dos planos de aposentadoria. O Banco do Brasil cobra o encargo somente se o poupador permanecer menos de seis anos no plano. O desconto diminui quanto maior for o tempo em que o trabalhador permanece contribuindo. E a cobrança não ocorre no ato da aplicação mensal, mas, sim, quando houver resgate em até seis anos.
Fonte: Diario de Pernambuco
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