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Chuva eleva oferta e reduz preço do milho
19 de junho de 2014O milho verde, tradicional alimento do São João do Nordeste, deve ficar 23% mais barato este ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. A estimativa do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa-PE) é que a mão de milho (equivalente a 50 espigas) seja vendida por uma média de R$ 20, R$ 6 a menos do que em 2013. Quem deixar para comprar em cima da hora poderá encontrar o produto sendo vendido a cerca de R$ 30.
A baixa no preço foi favorecida pelas chuvas. Diferentemente do ano passado, a seca não afetou a produção do milho de sequeiro, que é irrigado pela água pluvial e responsável por 90% da produção que abastece o Ceasa-PE. "As chuvas que caíram este ano abasteceram nossos diques e mananciais. Essa reserva garantiu que a irrigação não fosse prejudicada", comemorou o diretor técnico operacional do Ceasa-PE, Paulo de Tarso, que prevê uma oferta do produto 37% maior ante 2013.
Pernambuco é o maior fornecedor de milho ao Ceasa-PE, responsável por 48% da entrega. O produto é oriundo dos municípios de Chã Grande, Vitória de Santo Antão (Zona da Mata), Barra de Guabiraba, Gravatá, Passira (Agreste) e Ibimirim (Sertão). Outros Estados fornecedores são Rio Grande do Norte (25%), Ceará (13%), Sergipe (3%) e Paraíba (1%).
O JC esteve ontem no centro de abastecimento e verificou a mão do milho sendo vendida entre R$ 15 ou R$ 18. Também é possível encontrar três espigas sendo vendidas a R$ 2. "O valor depende do tamanho e da qualidade", explicou o vendedor Zildo Cantalupo, 54 anos. O chefe de cozinha Daniel Bastos, 32, comprou a mão por R$ 18. "É para abastecer um restaurante e para consumo próprio", disse. Ele aprovou a qualidade do milho. "Em comparação ao ano passado, está muito bom."
Em outro ponto, Flávio José da Silva, 41, comprou 20 mãos de milho já descascado por R$ 15 cada. "É para fazer bolo, canjica e pamonha para uma rede de lojas", comentou Flávio, que levou uma kombi para transportar todo o produto. A compra foi feita ao vendedor Pedro Gomes, 42. Embora satisfeito com o bom momento deste ano, ele amargou a perda de uma carga. "Estou com quatro mil mãos só para entrega, mas perdi outras 700, que comprei por R$ 3.500, porque o milho secou e agora só presta para o gado", lamentou.
A média diária de frequentadores do Ceasa-PE é de aproximadamente 55 mil pessoas. "A expectativa é que esse número aumente para cerca de 70 mil", disse Paulo de Tarso. Ele estima que até o final deste mês o centro de abastecimento comercialize 14 milhões de espigas de milho, 30% a mais em relação a 2013.
Fonte: Jornal do Commercio
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