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Cabo de guerra por tempo de TV chega ao fim

2 de julho de 2014

O fim do prazo para as convenções partidárias, na última segunda-feira, encerrou também a corrida frenética por alianças políticas que trouxessem tempo de televisão e palanques fortes nos estados para que os presidenciáveis pudessem ter espaço para expor propostas de campanha. A presidente Dilma Rousseff, com nove partidos coligados oficialmente, terá aproximadamente 11 minutos na propaganda eleitoral; Aécio Neves (PSDB e mais oito legendas) contará com 4 minutos e Eduardo Campos (PSB e mais cinco partidos) terá ao seu dispor quase 2 minutos.

Os acordos de última hora, contudo, incluíram nomeações às pressas para ministérios, defecções de último momento de aliados e necessidade de liberar acordos estaduais para fechar coligações no plano nacional. %u201CNem sempre um candidato que tem mais minutos na propaganda eleitoral consegue ter êxito. Não adianta ter mais espaço se o discurso que ele faz não está conectado com a realidade e os anseios do eleitorado%u201D, disse o cientista político da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo Rui Tavares Maluf.

É no plano estadual, contudo, que os arranjos políticos mais confundem a cabeça dos brasileiros. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, dois dos maiores colégios eleitorais do país, reviravoltas mexeram no tabuleiro político, colocando até partidos adversários na corrida presidencial no mesmo palanque local. Fechado com a presidente Dilma no plano nacional, o PSD, de Gilberto Kassab, flertou com o PSDB, de Geraldo Alckmin, e confirmou que não havia possibilidade de coligar-se com o PT, de Alexandre Padilha, e acabou unindo-se ao PMDB, de Paulo Skaff. No Rio de Janeiro, Aécio Neves e Dilma Rousseff racharam o PMDB fluminense.

Rio e São Paulo também se transformaram no calo de Eduardo Campos. Depois de ensaiar candidaturas próprias nos dois estados, o PSB se aliou a partidos adversários no campo presidencial. Em São Paulo, o PSB acertou a vaga de vice para Márcio França na chapa do tucano Geraldo Alckmin. No Rio, o PSB fechou com o petista Lindbergh Farias, que terá como companheiro de chapa para o Senado o deputado Romário (PSB).

%u201CÉ evidente que aqueles que sonham com os partidos políticos transformados em um espaço de divulgação de propostas e ideologias saem desse processo desapontados%u201D, comentou Tavares. %u201CMas quem conhece minimamente o processo de fragmentação partidária sabe que é impossível fazer campanha sem alianças%u201D, completou o cientista político. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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