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ATA DO COPOM – Gasolina não deve subir este ano
27 de outubro de 2006
Brasília – O Banco Central vê que ainda há “riscos latentes” para uma nova alta nos preços dos petróleo nos próximos meses. Ela seria causada por um eventual inverno rigoroso no Hemisfério Norte e a fatores geopolíticos. No entanto, o Copom mantém a previsão de que não haverá variação nos preços da gasolina no mercado interno neste ano.
“Nos próximos meses, além de fatores geopolíticos, a estreita capacidade de refino e um eventual inverno rigoroso no hemisfério norte têm o potencial de gerar volatilidade nos preços, o que, associado ao recente anúncio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de corte de produção de um milhão de barris/dia a partir do final de outubro, indica que os risco de curto prazo para os preços do produção são de elevação”, diz a ata do Copom, divulgada ontem.
Apesar de admitir a possibilidade de uma nova alta nos preços médios da commodities, o BC vê que está mais plausível a possibilidade dos preços da gasolina não sofrerem reajuste no mercado interno nesteano. “Esses preços continuam apresentando volatilidades, refletindo, entre outros fatores, tensões geopolíticas. É importante reconhecer, contudo, que a dinâmica observada nos últimos anos reflete, em grande parte, desequilíbrios estruturais no mercado de petróleo, sugerindo que houve uma mudança permanente de patamar nos preços do produto.” Na semana passada, o barril de petróleo era negociado abaixo de US$ 60.
A projeção para o aumento do reajuste do gás de cozinha (gás de butijão) foi mantida em 0,1% neste ano. No caso da telefonia fixa, a previsão de reajuste passou de -0,9% para -0,8%. Na energia elétrica, a projeção foi reduzida de 2,7% para 2,5%. Para o conjunto de preços administrados, houve um leve recuo na projeção, que passou de 6,1% para 5,4%.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, negou ontem que a autoridade monetária tenha exagerado na dose dos juros para conter a inflação. Diversos setores da economia brasileira têm reclamado da queda lenta dos juros. Para eles, com as expectativas de inflação abaixo da meta, o BC deveria ter acelerado os cortes da Selic. “A inflação está acima do piso, portanto dentro da meta. A conclusão em qualquer lugar do mundo é de que o BC acertou na dose (da política monetária)]”, disse Meirelles.
Segundo o último boletim Focus divulgado pelo BC, o mercado financeiro fez um novo reajuste para baixo nas previsão para a inflação de 2006 e 2007. Para este ano, a projeção passou de 3% para 2,97%. Já para 2007, ela caiu de 4,2% para 4,17%. A meta para os dois anos é de 4,5% para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
Fonte: Diário de Pernambuco
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