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Fundos de renda fixa superam poupança
27 de fevereiro de 2014SÃO PAULO – Com o novo aumento do juro básico (a taxa Selic) para 10,75% ao ano, os fundos de renda fixa retomam vantagem sobre a poupança, que havia passado, em janeiro, a registrar rendimento maior que os fundos em mais situações de taxa de administração e prazo de resgate.
Uma das explicações para a melhora do desempenho projetado para os fundos de renda fixa foi a queda da Taxa Referencial (TR), que compõe a remuneração da poupança. A TR média passou de 0,09 ponto percentual em janeiro para 0,05 ponto percentual em fevereiro. A TR é calculada com base no juro básico e no número de dias úteis de cada mês. Assim, um mês mais curto que os demais, como fevereiro, empurra a TR para baixo.
A projeção abaixo Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mostra que a caderneta ganha agora dos fundos de renda fixa independentemente do prazo de resgate apenas nos produtos com taxa de administração de 3% ao ano.
Em relação aos fundos com taxa de 2,5% ao ano, a poupança ganha em resgates feitos em até dois anos e empata naqueles acima desse prazo. E em relação aos produtos com taxa de administração de 2% ao ano, a caderneta paga mais apenas nos resgates realizados em até um ano.
Nos demais casos de fundos com taxas de administração de 0,5% ao ano a 1,5% ao ano, a caderneta perde sempre. Vale destacar que, ao longo de 2013, os fundos de renda fixa com foco em títulos públicos prefixados, cuja taxa de retorno é definida no momento da compra, foram prejudicados pelo cenário de aumento do juro básico.
Muitos deles sofreram no ano passado com a chamada marcação a mercado, que atualiza diariamente o valor do título pela diferença entre a taxa de juro do momento e a de emissão do papel.
Com a Selic em alta, os títulos públicos pós-fixados são beneficiados. Entre eles, há as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), que acompanham a variação da Selic, e as Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-Bs), que pagam inflação mais uma taxa de juros. "Já os prefixados não são boas opções. Se o juro subir, a pessoa ficará com um título com taxa menor do que a que teria se comprasse no novo cenário de Selic", diz Manuel Enriquez Garcia, presidente da Ordem dos Economistas do Brasil.
É que, com a chamada marcação a mercado, que atualiza diariamente o valor do título pela diferença entre a taxa de juro do momento e a de emissão do papel, o investidor que quiser vender o título prefixado antes do vencimento pode ter de aceitar um valor menor por ele.
Fonte: Jornal do Commercio
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