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Som alto inferniza Boa Viagem

17 de setembro de 2013
As festas que vêm tirando o sono de moradores da Avenida Boa Viagem estão com os dias contados. A Prefeitura do Recife prometeu ontem – dois dias depois do último evento ao ar livre – coibir definitivamente os abusos na orla. Pela sexta vez, o proprietário do quiosque 28, conhecido como Point do Açaí, foi notificado pela Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc). Apesar de não organizar as festas, o estabelecimento, que funciona 24 horas, de forma irregular, serve de ponto de referência para os que convocam os luaus pelas redes sociais. Até o próximo mês, a prefeitura deve publicar um decreto que regulamentará a atividade das barracas na área nobre de Boa Viagem, de forma mais clara que a norma vigente, que tem diferentes intepretações. Os estabelecimentos, definitivamente, só poderão funcionar até a meia-noite. Antes mesmo da publicação do decreto, a prefeitura vai reforçar a fiscalização para que os quiosques não passem da 0h já a partir deste fim de semana.
 
Moradores de três prédios localizados entre as ruas Bruno Veloso e Ribeiro de Brito prometeram entrar, também até o próximo mês, com uma representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que os carros com som alto ligado sejam proibidos de estacionar na orla durante a madrugada. “Ocorre que tem sido corriqueira a reunião de pessoas e carros com potentes aparelhagens de som, executando músicas em altíssimo volume, gerando a emissão de níveis de pressão sonora elevados em flagrante perturbação do sossego e poluição ambiental nos quiosques de coco da Avenida Boa Viagem, especialmente aqueles que ficam nas proximidades dos edifícios Porto Seguro, Sirius e Reginaldo Araújo”, relata a minuta que será entregue pelos condôminos ao MPPE.
 
Em março deste ano, a Secretaria de Defesa Social (SDS) já havia prometido acabar com a farra na orla. No entanto, segundo moradores, os participantes das festas já estabeleceram um esquema para driblar as batidas policiais. “Nos sentimos impotentes, pois a Polícia Militar vem e passa cerca de 15 minutos no local. Os donos dos carros fecham as malas e desligam o som. Quando as viaturas dobram a esquina, eles voltam a ligar os aparelhos”, contou o advogado Gustavo Monteiro, 42 anos, síndico do prédio Porto Seguro.
 
O empresário Tonico Araújo, 62, mora há oito anos no 17º andar do Sirius e afirma que o problema se agravou nos últimos três meses. “Os carros ficam tocando músicas das 21h às 4h. Não conseguimos dormir, mesmo morando em andares mais altos. Muitos moradores cogitam a possibilidade de se mudar do local caso as medidas prometidas não sejam implementadas”, disse. Segundo ele, idosos, recém-nascidos e pessoas com problemas de saúde são os principais prejudicados pelas festas.
 
Infrações
Desde 2011, seis autos de infrações contra o proprietário do quiosque 28 foram lavrados. No último sábado, os fiscais da Secretaria-Executiva de Controle Urbano constataram a reincidência do estabelecimento em seis irregularidades, entre elas, colocação de cadeiras no calçadão e funcionamento após as 22h. O proprietário foi multado em R$ 12.560,56. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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