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Segundo pior em geração de vagas

23 de fevereiro de 2013
Pernambuco começou o ano com o segundo pior desempenho em geração de empregos do país, segundo levantamento divulgado ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em janeiro, o estado eliminou 11.531 vagas de trabalho com carteira assinada, resultado que só ficou atrás do Rio de Janeiro, que registrou o fechamento de 24,6 mil postos celetistas no mês passado.
 
De acordo com a pesquisa, o motivo teria sido a sazonalidade referente às atividades de cana-de-açúcar, equivalentes à redução de 0,86% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Este desempenho foi proveniente principalmente da queda do emprego na indústria de transformação (-8.660 postos, proporcionado, em grande medida, pelo desempenho negativo da indústria de produtos alimentícios, que suprimiu 8.274 empregos) e comércio (3.232 postos).
 
Liderando a lista dos municípios com mais de 30 mil habitantes que tiveram pior saldo – contratações com carteira menos as demissões –, estão Goiana (-19,67%) e Igarassu (-13,51%). Segundo o Caged, a Região Metropolitana do Recife (RMR) teve uma redução de 4.847 postos de trabalho no último mês.
 
Em todo o país, foram gerados 28,9 mil postos de emprego com carteira assinada no primeiro mês de 2013. O número resulta da diferença entre 1.794.272 admissões e 1.765.372 demissões, e foi o mais baixo saldo para o mês desde 2009, ano da crise financeira internacional.
 
Em janeiro de 2009, foram fechadas 101,7 mil vagas; no mesmo mês de 2010, foram abertas 181,4 mil; e em 2011, abertura de 152 mil postos de trabalho. Em igual mês de 2012, foram criados 118,8 mil postos – cerca de quatro vezes mais em comparação a janeiro deste ano. A média para a criação de vagas no período, desde 2003, é 93,7 mil.
 
O saldo de janeiro foi influenciado pelo mau desempenho do comércio, que fechou cerca de 67,4 mil postos – o menor resultado desde o início da série histórica, em 1992. A indústria, em contraponto, criou mais de 43,3 mil vagas, o que contribuiu para o balanço do mês ser positivo.

Fonte: Diario de Pernambuco

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