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Governo descarta a volta do gatilho salarial

2 de maio de 2013
SÃO PAULO – O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, rejeitou a proposta feita pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, de indexar os salários à inflação. "Nós não temos condições nenhuma de aceitar, porque essa proposta é contra os trabalhadores e é contra o País, na medida em que induz a um clima de alta inflacionária", declarou após discursar no ato unificado de quatro centrais sindicais em São Paulo.

O ministo do Trabalho, Manoel Dias (PDT), afirmou que não considera necessária a indexação dos salários dos trabalhadores. "Não considero hoje necessário. Se for necessário, já tivemos. Mas por outro lado ele pode estimular a inflação. Tem que ser muito bem discutido", afirmou ao chegar ao 1º de Maio Unificado, evento organizado pela Força Sindical em parceria com outras centrais.

 
Gilberto Carvalho destacou que o governo está empenhado em trazer a inflação para o centro da meta. "Estamos tomando medidas para diminuir o impacto. Se vocês repararem, a inflação já começa a ceder. Aceitar a história de um gatilho (para o reajuste) seria aceitar que nós estamos relaxando no combate à inflação. Não é verdade". Ele disse ainda que respeita a proposta das centrais, mas que rejeitar a proposta é papel do governo. "Temos o dever de escutar as centrais e temos o direito de dizer não. O não está dito desde agora. Não posso chamar (essa proposta) de irresponsabilidade, é uma visão", disse.
 
Para o presidente da Força Sindical, a proposta visa recuperar as perdas nos salários em razão da alta inflacionária. "Estamos tendo pressão da base. Os trabalhadores estão reclamando da inflação. As categorias vão convocar suas assembleias a partir de amanhã e vão incluir na pauta essa questão", informou. A campanha é para que sempre que a inflação chegue a 3%, os dirigentes sindicais reivindiquem o repasse do valor correspondente nos salários.
 
Além da Força Sindical, o ato reuniu a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), a União Geral de Trabalhadores (UGT) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST). A proposta de indexação dos salários, no entanto, não foi adotada por todas as entidades. "Ainda não conversamos com as outras centrais", informou Paulo Pereira. A pauta unificada de reivindicações incluiu, entre outros temas, o fim do fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários.
 
O ministro Manoel Dias destacou que a presidente Dilma Rousseff vai se reunir com todas as centrais sindicais no próximo dia 14. 

Fonte: Jornal do Commercio

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