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Frigoríficos suspeitos de sonegação
5 de julho de 2007Empresas do Pará, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Paraíba são suspeitas de causar prejuízos aos cofres federais de R$ 100 milhões nos últimos 5 anos
SÃO PAULO e RECIFE – A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram ontem mais uma operação de combate à sonegação fiscal no segmento de frigoríficos localizados nos Estados do Pará, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Paraíba. O grupo é suspeito de ter causado prejuízos aos cofres federais estimados em R$ 100 milhões nos últimos cinco anos. Segundo a PF, a Operação Arroba cumpriu 25 mandados de busca e apreensão contra 15 empresas e dez pessoas. Em Pernambuco, o alvo da ação foi a Boi Comercial Ltda., empresa que fica no Bairro da Várzea.
Cinqüenta auditores fiscais e 150 policiais federais participaram da ação, nos cinco Estados. Na ação pernambucana, foram apreendidos cheques em branco assinados, computadores (CPUs) e discos rígidos (HDs), além de uma arma sem registro. Todo o material foi encaminhado à Polícia Federal no Pará, que está à frente do inquérito.
Nas investigações, segundo a PF, constatou-se que os frigoríficos comercializam gado e vendem carne no mercado atacadista por meio de empresas fantasmas para sonegar impostos, contribuições previdenciárias e trabalhistas.
As obrigações são transferidas mediante contratos fictícios de prestação de serviço de abate e arrendamento, entre outras ações, para as empresas de fachada, em nome de sócios laranjas.
Como são de fachada e estão em nome de laranjas, as empresas deixam de declarar ou declaram significativamente a menor das respectivas receitas, o que se evidencia na disparidade entre suas receitas declaradas e movimentações financeiras.
Quando uma das empresas de fachada é eventualmente autuada pelo Fisco, a mesma é descartada e outra é constituída com as mesmas características e finalidades.
Em junho, na chamada Operação Abatedouro, a Receita Federal e a Polícia Federal prenderam oito pessoas ligadas a frigoríficos que fraudavam utilizando o mesmo esquema e teriam sonegado R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos.
Fonte: Jornal do Commercio
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