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Eleições atípicas vêm por aí
9 de março de 2014As eleições majoritárias e proporcionais 2014 vão ocorrer sob circunstâncias inéditas em Pernambuco e no Brasil, desde a redemocratização. Liderada pelo governador Eduardo Campos (PSB), em seu segundo mandato, o processo sucessório deve representar uma disputa entre suposta dicotomia: um político – o senador Armando Monteiro Neto (PTB) – contra o técnico, o atual secretário da Fazenda estadual, Paulo Câmara (PSB). A segunda condição é que vai se dar entre ex-aliados.
A disputa nacional revela uma circunstância semelhante à estadual e uma segunda condição diferente do que se deu nos últimos 25 anos. Haverá, pela primeira vez, uma disputa entre quem já está no cargo, hoje a presidente Dilma Rousseff (PT), e um ex-aliado que rompeu, abandonou o governo, passou à oposição e o seu partido o lançou na disputa, no caso Eduardo Campos.
O PSB, que esteve nos governos petistas dos últimos 12 anos, contra o PTB. Diferentemente da simples disputa entre PSDB e PT que marcou esse período e da disputa de 2010, quando a ex-petista Marina Silva deixou a legenda e concorreu pelo PV.
Outra circunstância nacional de 2014 enquadra-se também no local: serão as primeiras eleições pós-manifestações de ruas de junho de 2013, que ameaçam se repetir na Copa do Mundo. As pesquisas têm revelado o desejo da maioria por mudanças, porém, não identificam – até o momento – essas alterações com a oposição. Ou seja, quer mudar, mas necessariamente não precisa ser por um candidato de oposição.
A questão que se coloca é se Dilma vai convencer o eleitorado, até a chegada do pleito, que pretende e tem condições de fazer essas mudanças. As condições em sua volta deverão ser majoritariamente econômicas, com uma parcela de viés ético na gestão do País. Traduzindo: que o PT, partido da presidente, e os aliados no governo não tenham mais capacidade de gerar escândalos.
As eleições para Senado, Câmara e Assembleias Estaduais também vão estar sob circunstâncias inéditas. Diante dos atos de protesto do ano passado e a possível retomada das manifestações, como vão repercutir essas condições nas urnas? Mais do que em qualquer outra eleição, a expectativa é de que o efeito será uma renovação bem maior nas bancadas legislativas.
Fonte: Jornal do Commercio
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