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Direito de greve (Diario Econômico)

10 de outubro de 2006

 

Na briga do mar com o rochedo quem sempre leva a pior é o marisco. É o que também acontece nas greves que envolvem serviços públicos. Nesta greve dos bancários que entra em seu sexto dia, não é diferente. Sem regulamentação, geralmente sem obediência às decisões judiciais, as greves no Brasil sempre ultrapassam a barreira da paralisação das atividades. Extrapolam o terreno dos justos movimentos reivindicatórios em busca de melhores salários ou de melhores condições de trabalho e acabam prejudicando a população dependente dos serviços públicos. Cruzar os braços é uma expressão em desuso. É que menos fazem os grevistas de qualquer categoria em busca de suas reivindicações. No presente caso, sem entrar no mérito da questão, o que conta para o cidadão dependente dos serviços bancários é que ele está perdendo tempo e dinheiro. Os bancários podem ter alguns ganhos; os bancos nunca perdem. Ao cliente, resta somente enfrentar uma maratona através de casas lotéricas, farmácias, se postar em frente ao computador ou procurar diretamente o credor para pagar suas contas em dia. Do contrário será multado. O Procon e outros órgãos de defesa dos consumidores, não têm outra sugestão a não ser a de que o usuário busque esses meios para quitar as contas dentro do prazo. Esgotadas todas as alternativas é que o cidadão pode reivindicar o perdão dos juros e das correções. Sem qualquer possibilidade de fazer greve.

Negociação

A greve dos 185 mil bancários em 24 estados, pode terminar hoje se a categoria aceitar a proposta dos banqueiros. As paralisações prolongadas estão sendo raras e os reajustes, em sua maioria, têm sido através de acordos entre sindicatos e empresas, em níveis que repõem a inflação acumulada, com pequeno percentual de aumento real.

Fonte: Diário de Pernambuco

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