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Corte do ICMS e precatórios na briga da TV
10 de outubro de 2006
No primeiro guia eleitoral do segundo turno, o programa do candidato da Frente Popular, Eduardo Campos (PSB), criticou o decreto assinado pelo governador-candidato Mendonça Filho (PFL), que isentou do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) a conta de energia elétrica dos consumidores de baixa renda, com consumo entre 30 e 50 quilowatts, que pode gerar uma economia de até 22% na conta de luz.
Com a participação do ator Cláudio Ferrário, o guia socialista ironizou a data do anúncio da redução do imposto, a 22 dias da eleição. “Parabéns, Mendoncinha. Antes tarde do que nunca. Agora, me responda um negócio: se dava para baixar a conta antes, por que só fez agora?”, indagou o ator, que trabalhou nas últimas três eleições para o PT. O valor da tarifa elétrica no Estado foi o ponto em que Eduardo mais bateu no governo em todo o primeiro turno.
Já o guia de Mendonça voltou a explorar o caso da operação dos precatórios – emissão de títulos públicos para pagamento exclusivo de dívidas judiciais. A veiculação do tema havia sido proibida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) durante o primeiro turno, mas na semana anterior ao pleito o Tribunal Superior Eleitoral revogou parcialmente a decisão da corte estadual.
O programa pefelista enumerou três pontos sobre os precatórios que, segundo a apresentadora, ficaram sem resposta. “Entraram nos cofres públicos, em valores atualizados, mais de R$ 1 bilhão. O que foi feito desse dinheiro?”, questionou. A representação movida pelo socialista para tentar impedir que os precatórios fossem parar no horário eleitoral também foi condenada. “Por que quando esse assunto veio à tona na campanha, Eduardo Campos correu à Justiça para censurar?”, voltou a indagar a apresentadora.
Mendonça também se valeu do senador eleito Jarbas Vasconcelos (PMDB) para bater em Eduardo. “Uma grande parte do eleitorado é jovem e ainda não sabe quem é o nosso adversário. Até agora ele não disse quem é e se apresenta como novo, mas de novo não tem nada. Ele comandou as finanças antes de nós e teve um péssimo desempenho”, disparou o peemedebista.
COM LULA – Eduardo também veiculou imagem e depoimento de outro cabo eleitoral muito forte em Pernambuco: o presidente Lula. Já que a decisão do TRE de vetar a exibição de um candidato de outra coligação só vigorou para o primeiro turno, o socialista frisou a declaração do presidente a seu favor, dada na última sexta, em um comício em Petrolina. “Queria pedir para vocês, aqueles que votaram em mim no primeiro turno e aqueles que vão votar, que vote na dobradinha”, disse Lula no ato. O guia socialista também mostrou as novas adesões: o candidato a governador derrotado do PT, Humberto Costa, os prefeitos João Paulo (Recife-PT) e Luciana Santos (Olinda-PCdoB) e o deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB).
Embora timidamente, Mendonça citou pela primeira vez o nome do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) em seu guia. “Nessa campanha presidencial, o candidato que apóio é Geraldo Alckmin, mas vou continuar fazendo parceria seja quem for o próximo presidente”, disse.
Fonte: Jornal do Commercio
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