Notícias da Fenafisco
Conflito de informações confunde sindicalistas
13 de julho de 2006
A disputa política e as discussões que tomaram conta do Congresso Nacional estão gerando informações conflitantes para as entidades de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que também aproveitam o momento para defender um posicionamento político às suas bases. Os aposentados representam 24 milhões de pessoas no País.
Segundo João Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, a MP nº 291, que concede reajuste de 5% nos benefícios com valor superior ao salário mínimo, não tem mais risco de vencer. “Enquanto ela não for votada, fica valendo”, concluiu. O sindicalista disse que, segundo informações dadas no Congresso, não existe mais prazo para a MP porque ela entrou em pauta para votação.
Para José Lopes de Almeida, secretário-geral da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), a MP perde a validade a partir de 24 de agosto. “Mas em agosto não haverá votação, o presidente vai apresentar uma outra Medida Provisória”. A imprensa da Câmara dos Deputados informou que o prazo vence no dia 10 de agosto.
A Confederação ataca o posicionamento do governo federal. “Lula nos traiu. O governo fez tudo para que não houvesse a votação”, criticou Almeida. Diante da possibilidade de aprovação da MP com modificação que garante um reajuste de 16,67% para os aposentados que recebem acima do mínimo, a base governista evitou a votação da matéria. A União argumenta que não há orçamento para os 16,67%. Almeida diz que a preocupação agora é convencer o eleitorado a não votar em Lula nas eleições presidenciais, mas optar pela senadora Heloísa Helena (P-SOL). “Já começamos um movimento de convencimento no Sul do País”, declarou.
O sindicalista disse ainda que o governo tem como conceder um aumento de 16,67%. “Dizem que a Previdência é deficitária. Isso é mentira. O problema é que a receita que deveria ir para a Previdência é usada para pagar outras contas”.
Para Epitácio Luiz Epaminondas, secretário de Finanças e de Relação Sindical do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas da CUT, os aposentados conseguiram uma grande conquista nesse governo. “Ficamos 20 anos sem negociação”, ressalta Epaminondas, lembrando-se do acordo feito entre aposentados e o governo na concessão do reajuste de 5%. Sem o acordo, os idosos teriam um aumento de 3,14%, o equivalente ao INPC. O sindicalista disse ainda que 5% é um percentual razoável. “Na iniciativa privada, quem teve um aumento maior que 7% este ano?”, pergunta.
Fonte: Jornal do Commercio
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