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Banco do Brasil tem lucro recorde

14 de fevereiro de 2014

SÃO PAULO – Maior banco brasileiro, o Banco do Brasil teve lucro líquido contábil recorde de R$ 15,758 bilhões em 2013, valor 29,11% superior ao registrado em 2012. O bom desempenho no acumulado do ano se deu apesar da piora no resultado do quarto trimestre, conforme esperava o mercado. Entre outubro e dezembro, o banco teve lucro de R$ 3,025 bilhões, queda de 23,7% sobre igual período do ano anterior.

Em base recorrente, que exclui ganhos e perdas extraordinários, o lucro do BB foi de R$ 10,353 bilhões em 2013, 10,2% menor em relação a 2012. No quarto trimestre, a cifra ficou em R$ 2,424 bilhões, baixa de 23,8% na comparação anual. A diferença entre o lucro líquido contábil e o recorrente deve-se principalmente pelo ganho com a venda das ações da BB Seguridade, que aconteceu no segundo trimestre de 2013.

O banco apresentou expansão de 19,3% nos financiamentos em relação ao ano anterior, totalizando R$ 692,915 bilhões ao final de dezembro o correspondente a 21,1% do mercado de crédito nacional, à frente de Bradesco (R$ 427,3 bilhões), Santander (R$ 279,8 bilhões) e Itaú (R$ 483,4 bilhões). Em relação ao terceiro trimestre, a carteira de crédito do BB cresceu 6,2%. O banco manteve a estratégia de aumentar o crédito de menor risco, como consignado, Crédito Direto ao Consumidor (CDC), financiamento de veículos e crédito imobiliário. Esse perfil de crédito correspondeu por 74,5% da carteira orgânica do BB, formada por operações com clientes pessoa física, que finalizou dezembro com saldo de R$ 134,341 bilhões, crescimento de 16,2% sobre 2012 e alta de 3,3% em relação ao terceiro trimestre.

A inadimplência acima de 90 dias do banco encerrou dezembro em 1,98%, ligeiro avanço sobre a taxa de 1,97% apurada no terceiro trimestre, mas menor que os 2,05% vistos em 2012. A redução no nível de calotes também foi registrada pelo Bradesco e pelo Itaú Unibanco. Apesar disso, o BB elevou as despesas com provisões para calote em 15,2% em 2013 sobre o ano anterior, para R$ 4,188 bilhões.

Fonte: Jornal do Commercio

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