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Atividade econômica nas 5 regiões cai 0,5%

12 de fevereiro de 2017

A atividade econômica do Brasil registrada pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerando o conjunto das cinco regiões, cedeu 0,5% na margem, no trimestre encerrado em novembro. A informação é do Boletim Regional do Banco Central (BC), divulgado ontem. De acordo com o documento, “a atividade econômica do país tem apresentado dinamismo inferior ao projetado anteriormente”. O BC afirma ainda que o cenário reforça as perspectivas de que a retomada da atividade econômica “seja mais demorada e gradual que a antecipada previamente”.

Além disso, o cenário reforça a expectativa de que “a economia brasileira siga operando com nível de ociosidade dos fatores de produção superior à média histórica”. No Sudeste houve o primeiro recuo após dois resultados trimestrais positivos. De acordo com o Banco Central, a reversão foi condicionada principalmente pelo desemprego na área industrial e pela fragilidade da demanda agregada, “em ambiente de deterioração da situação fiscal dos estados da região”, pela distensão do mercado de trabalho, o arrefecimento do mercado de crédito e o reduzido nível de utilização da capacidade instalada

No Norte, a atividade econômica apresentou sinais de recuperação ao longo de 2016, recuando ao final, impactada por recuos nas categorias “outros equipamentos de transporte”, “bebidas” e “indústria extrativa”. No Sul, de acordo com o BC, a atividade caiu por reflexo de resultados negativos para a indústria, o segmento de serviços e o comércio.

No caso da região Centro-Oeste, o BC informou que o resultado foi influenciado pelo desempenho negativo da indústria de processamento de alimentos, que sofreu com a estiagem sobre a produção agrícola. Contribuíram ainda para o recuo da atividade econômica na região “a intensificação da retração no comércio e no setor de serviços, em especial em Mato Grosso, e o menor dinamismo da construção civil”.

A atividade econômica do Nordeste mostrou estabilidade. Segundo o BC, favorecida pela redução no ritmo de queda das vendas no comércio. No acumulado de 12 meses até novembro, no entanto, a economia mostra retração de 5,8% na região, o que representa o maior recuo em todas as regiões do país. “Com efeito, a economia local foi afetada ao longo do ano por severa estiagem – a safra de grãos atingiu 9,5 milhões de toneladas em 2016, implicando recuo anual de 42,0%”, diz o documento do BC.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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