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Assembléia acata voto de repúdio contra Celpe e Aneel
12 de abril de 2007
A mesa diretora da Assembléia Legislativa de Pernambuco acatou ontem o pedido de repúdio à Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), porque os seus presidentes, respectivamente, José Humberto Castro e Jerson Kelman, não compareceram à audiência pública realizada ontem no plenário daquela casa. O evento tinha a finalidade de debater o novo aumento da conta de luz que vai entrar em vigor no próximo dia 29.
O pedido de repúdio foi de autoria da deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB). A Celpe já enviou a solicitação de reajuste para a Aneel, que vai definir o percentual do aumento numa reunião da diretoria no próximo dia 24.
Depois da audiência, Terezinha criticou o fato de que a Aneel só deve divulgar, no próximo dia 20, o percentual de reajuste pedido pela Celpe.“Se isso ocorrer, só vão restar quatro dias para debater o aumento, antes que ele seja anunciado pela Aneel”, disse.
A deputada também pediu para que a Assembléia Legislativa faça uma convocação dos presidentes da Aneel e da Celpe para que eles prestem esclarecimentos sobre o novo aumento da conta de luz numa audiência pública que vai ocorrer na próxima semana. “Essa falta de informação é uma desconsideração e desrespeito ao consumidor que está sendo praticado pela Celpe e pela Aneel”, comentou Terezinha.
Pleito de servidor vai ser definido até junho
O governo do Estado prometeu ontem atender aos principais pleitos dos servidores públicos até o dia 1º de junho, data-base do funcionalismo em Pernambuco. “Vamos dar algumas respostas até essa data-base”, anunciou ontem o secretário de Administração, Paulo Câmara. Entre os pontos elencados como prioritários por Câmara estão a correção de distorções salariais e a implantação de planos de cargos e carreiras.
O secretário explicou que, mesmo que o formato da mesa permanente de negociação salarial não esteja pronto, o governo já está analisando as reivindicações dos funcionários públicos. A intenção é não atrasar a campanha salarial, uma vez que a definição do formato da mesa ainda dependerá de reunião marcada para o dia 4 de maio. Ontem, representantes do Fórum da Central Única dos Trabalhadores (CUT) se reuniram com Paulo Câmara para debater o funcionamento da mesa, mas a reunião não foi decisiva. “As pautas dos sindicatos estão sendo discutidas paralelamente. As negociações estão ocorrendo”, declarou Câmara.
A intenção do governo é preparar um decreto criando a mesa permanente de negociação até o dia 15 de maio. Paulo Câmara conta que 80% das idéias dos servidores e do governo para a mesa já são consensuais. Na reunião de ontem, os funcionários públicos apresentaram suas propostas.
“A mesa de negociação permanente é algo que reivindicamos já há algum tempo. Ela poderá contribuir para resolver problemas crônicos, como as condições de trabalho, e não somente tratar de salários”, ressalta Paulo Rocha, secretário-geral da CUT.
Haverá uma mesa geral, que discutiria reajuste salarial e questões que envolvem todos os servidores, bem como mesas setoriais. Renilson Oliveira, coordenador do Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Estado (Sindserpe), conta que a categoria já entregou a pauta, com 20 itens, e terá reunião no dia 24 com o governo. A assembléia para analisar a negociação está marcada para o dia 25 deste mês. As duas reivindicações principais são a implantação da promoção por tempo de serviço – que faz parte do plano de cargos – e o reajuste do vale-refeição de R$ 5 para R$ 9.
Fonte: Jornal do Commercio
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