Notícias do Sindicato
O custo invisível da nossa paciência (E por que ela precisa acabar)
16 de março de 2026Colega Auditor Fiscal e Julgador Tributário,
Na dinâmica das relações com o poder público, a paciência é frequentemente confundida com submissão. Quando uma categoria altamente estratégica como a nossa decide esperar pelo “bom senso” de um governo, a mensagem que chega aos gabinetes de decisão é uma só: eles estão confortáveis, não precisamos nos preocupar.
Ao longo dos últimos meses, temos dado ao governo Raquel Lyra todas as oportunidades para estabelecer um diálogo maduro, técnico e respeitoso com o Fisco pernambucano. Apresentamos números, mostramos cenários, fomos propositivos. A resposta que recebemos, contudo, tem sido uma perigosa mistura de evasivas e desdém.
Eles parecem esquecer quem somos. Parecem ignorar que a saúde fiscal de Pernambuco não é um milagre da natureza, mas o resultado direto de noites mal dormidas, de embates jurídicos complexos, de fiscalizações rigorosas e de julgamentos precisos conduzidos por nós.
Cada dia que passamos sem uma resposta à altura da nossa importância é um dia em que a nossa carreira perde um pouco do seu peso histórico. A desvalorização não acontece de uma vez; ela se infiltra aos poucos, através de direitos ignorados, de pautas engavetadas e da falta de reconhecimento institucional.
Se continuarmos terceirizando a defesa da nossa dignidade, se continuarmos esperando que a atual gestão acorde um dia com a súbita vontade de valorizar o Fisco, estaremos assinando um atestado de irrelevância. E isso é algo que a nossa história não permite.
A insatisfação com a postura do governo Raquel Lyra atingiu um limite insustentável. Não podemos mais tolerar que a categoria que sustenta financeiramente o Estado seja tratada como um detalhe incômodo na folha de pagamento. Precisamos mudar a frequência do nosso diálogo, e a única linguagem que qualquer governo entende com clareza é a linguagem da mobilização e da unidade.
É por isso que a Reunião Plenária desta quinta-feira, dia 19, carrega um peso sem precedentes.
Nós não vamos nos reunir apenas para debater ideias; vamos nos reunir para demonstrar força. A ausência de qualquer colega neste momento crítico é um voto de confiança na inércia do governo. Cada cadeira vazia na nossa plenária será lida por eles como um sinal de fraqueza.
Precisamos lotar aquele espaço. Precisamos mostrar que o Fisco de Pernambuco está desperto, unido e pronto para exigir o respeito que lhe é devido. A sua presença física é a ferramenta de negociação mais poderosa que o nosso sindicato possui.
Não deixe que outros decidam o futuro da sua carreira. Assuma o protagonismo que a sua função exige. Nos vemos na quinta-feira.
Nilo Otaviano
Presidente do SINDIFISCO-PE
Fonte: Sindifisco Pernambuco
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