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13º para quitar dívidas e poupar

9 de novembro de 2013
O trabalhador brasileiro está mais precavido e cauteloso. Pesquisa do Instituto Ipsos encomendada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revela que as pessoas vão poupar mais e gastar menos neste final de ano. Do total de mil pessoas entrevistadas nas cinco regiões do país, 24,5% deverão usar a primeira parcela do 13º salário para quitar dívidas. Outros 20,4% pretendem poupar a grana extra e 18,4% destinarão o dinheiro para comprar presentes. A primeira parte da bonificação natalina deverá ser paga pelo empregador até o próximo dia 30.
 
O economista da ACSP Emílio Alfieri considera uma “surpresa positiva” a pesquisa identificar a preocupação dos entrevistados com a quitação de dívidas. “Significa que a inadimplência está caindo, conforme comprovam as instituições privadas de crédito. O consumidor está aderindo às campanhas de renegociação de dívidas e paga a primeira prestação do carnê para recuperar o crédito.” 
 
Outro dado da pesquisa indica que caiu de 18,7% para 18,4% o número de pessoas usando o dinheiro para comprar presentes. E subiu de 16,3% para 20,4% a turma dos indecisos, que não sabem o que fazer o extra. Alfieri avalia que o brasileiro está menos endividado e mais cauteloso para evitar inadimplência no futuro. Mas ele vislumbra a oportunidade das redes varejistas e agências de viagem reforçarem as ações de marketing para venderem os seus produtos neste final de ano.
 
O comportamento do consumidor converge para as recomendações de especialistas em finanças pessoais. “A primeira parcela do 13º deve ser usada para o pagamento de débitos, principalmente o cartão de crédito, que possui as maiores taxas de juros”, diz o analista financeiro Roberto Ferreira. As taxas do rotativo variam de 15% a 18% ao mês, podendo atingir 435% ao ano. Depois vem o cheque especial, com taxa média de juros de 10% ao mês.
 
Ferreira orienta o consumidor a fazer uma lista de presentes e itens de alimentos/bebidas. Para ele, é bom antecipar as compras porque os preços devem subir com a aproximação do Natal. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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