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Taxa de juros tem quinta alta consecutiva

10 de outubro de 2013
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou pela quinta vez consecutiva a taxa básica de juros da economia brasileira, confirmando assim a maior sequência de altas no mandato da presidente Dilma Rousseff. A autoridade monetária, por unanimidade, aumentou a Selic para 9,5% ao ano. É o maior patamar em um ano e meio. Desde março, a taxa subiu 2,25 pontos percentuais. Com isso, o Brasil volta a assumir o topo do ranking mundial de juros reais, com 3,5% ao ano, segundo estudo feito pela consultoria MoneYou com base em informações de 40 países. A decisão visa controlar a inflação, mas, segundo especialistas e entidades, pode comprometer o crescimento no último trimestre, principalmente considerando-se a proximidade do Natal.
 
A alta integra o quarto ciclo inflacionário do governo Dilma, no sobe e desce para induzir o crescimento da economia e conter a inflação, que, segundo economistas, deve se encerrar na próxima reunião, afinal 2014 é ano eleitoral e a luta contra a inflação deverá ser ferrenha. Logo na primeira reunião de 2011, a primeira depois da posse da presidente, o Copom iniciou uma sequência de altas, elevando a taxa de juros de 10,75% para 11,25% ao ano. Nas três reuniões seguintes também foram registradas altas. Ao fim do ciclo, a Selic atingiu 12,50%, nível mais alto até agora nos quase três anos do governo Dilma. No intervalo, a alta foi de 1,75 ponto percentual. À época, o movimento tinha o objetivo de frear o consumo e segurar a inflação. 
 
Depois disso, como forma de tentar acelerar o crescimento da economia, o BC mudou a trajetória da taxa de juros. Por 10 reuniões consecutivas a taxa anual caiu, passando de 12% para 7,25% no período, o menor nível desde o início da série histórica em 1996. Mas novo avanço da inflação obrigou a autoridade monetária a rever a taxa a partir de abril. “O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”, diz trecho da ata da reunião de ontem. O comunicado repete o que foi dito em reuniões anteriores.  

Fonte: Diario de Pernambuco

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