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Dólar continua com tendência de queda
10 de setembro de 2013Mantendo a tendência da semana passada, o dólar voltou a fechar em queda ontem e recuou ao menor valor em um mês, cotado a R$ 2,27, com queda de 1,14%. Dados positivos do crescimento da China e números abaixo do esperado na geração de postos de trabalho nos Estados Unidos foram a combinação perfeita para o mercado financeiro brasileiro. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também reagiu bem ao cenário externo e fechou o pregão com a quarta alta consecutiva, de 0,93%, atingindo 54.251 pontos, a melhor pontuação desde 29 de maio, quando chegou 54.634.
Na avaliação do economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank (BES), Jankiel Santos, os dados favoráveis sobre o comércio exterior da China melhoraram o apetite por risco nos mercados e beneficiaram países exportadores de commodities, como o Brasil. “Outro dado importante foram os números de abertura de empregos nos Estados Unidos. Como ficaram abaixo do esperado, sinalizaram a postergação na retirada dos estímulos que o banco central americano (Federal Reserve) injeta no mercado todos os meses. Ou, pelo menos, uma redução mais moderada dos incentivos. Isso vai garantir mais liquidez ao mundo por mais tempo, o que acabou desvalorizando a divisa norte-americana frente a várias moedas”, avaliou.
Santos ressaltou que o programa de intervenção do Banco Central (BC) reforçou a apreciação do real frente ao dólar, mas não foi decisivo. “Tivemos dias em que o programa e mais dois leilões de swap (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) não foram capazes de conter a alta do dólar. Hoje (ontem), a intervenção pode ter ajudado, mas os dados do mercado externo tiveram peso muito maior no movimento do câmbio, que ainda refletiu a revisão do crescimento do país”, explicou.
O boletim Focus – com a projeção das 100 maiores instituições financeiras do Brasil –, que registrou aumento na previsão do crescimento brasileiro, redução na estimativa da inflação e taxa básica Selic em 9,75% no final de 2013, também colaborou para a tranquilidade do mercado financeiro país no início desta semana, na opinião do economista.
Apesar de ter começado o pregão oscilando, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) manteve a tendência de alta. Na semana passada, já tinha acumulado ganhos de 7,48%, o maior índice semanal desde outubro de 2011. No ano, porém, a Bovespa ainda tem queda de 11,82%. Puxaram o índice para cima, ontem, as ações da Eletrobrás, com alta de 9,09%, da MRV, com 6,84%, e Natura, 5,30%. Na contramão, os papéis da OGX caíram 17,31%, seguidos por Brookfields (-2,02%) e LLX (-1,82%).
Fonte: Diario de Pernambuco
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