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Lucro da Caixa cresce 10,3% no 1º semestre

16 de agosto de 2013
SÃO PAULO e FORTALEZA – A Caixa Econômica Federal teve lucro líquido de R$ 3,1 bilhões no primeiro semestre de 2013, resultado 10,3% maior do que o apurado no mesmo período de 2012. Apenas no segundo trimestre, o lucro líquido foi de R$ 1,8 bilhão. Isso representa um aumento de 39,7% em relação aos três primeiros meses do ano.

O banco, que é o principal instrumento do governo Dilma para reduzir os juros ao consumidor, totalizou R$ 197 bilhões de empréstimos – 6,3% mais do que no primeiro semestre do ano passado.

 
Com isso, a carteira de crédito atingiu inéditos R$ 431,3 bilhões, o que mostra um ritmo de crescimento anual de 42,4%, de longe o maior do sistema financeiro nacional.
 
Diferentemente dos demais bancos, a inadimplência na Caixa subiu de 2,07% para 2,27% entre junho de 2012 e junho de 2013. Para a Caixa, o nível está em linha com o previsto pela instituição financeira e abaixo dos calotes de 3,4% do sistema financeiro nacional.
 
Só a carteira de crédito habitacional atingiu R$ 238,5 bilhões, crescimento de 34,6% nos últimos 12 meses. A Caixa tem 69,1% desse mercado, apesar do avanço dos bancos privados e do também estatal Banco do Brasil.
 
O banco informou ainda que conquistou 3,6 milhões de novos clientes no semestre. Chegou a 68,8 milhões de correntistas e poupadores.
 
ESTIAGEM
O Banco do Nordeste aplicou R$ 11,7 bilhões na economia nordestina no primeiro semestre de 2013. O valor é 20% superior ao contratado no mesmo período de 2012. Ao todo, foram realizadas mais de 2 milhões de operações de crédito. O valor dos empréstimos teve crescimento expressivo de 76,4%, em relação ao primeiro semestre de 2012, atingindo R$ 7,2 bilhões.
 
Com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o Banco contratou R$ 6,3 bilhões, em 264 mil operações. Valor e quantidade de contratos tiveram acréscimos de 61,3% e 27,0%, respectivamente.
 
"Esse desempenho ganha relevância no cenário de estiagem que se abate sobre a Região desde 2012", afirma o presidente da Instituição, Ary Joel de Abreu Lanzarin. Segundo ele, foram registradas 146 mil operações do FNE-Estiagem, que destinaram, por meio do Pronaf, R$ 812 milhões aos afetados pela seca.
 
Ele destacou também as renegociações de dívidas efetivadas para atenuar os efeitos da estiagem. Foram realizadas 63 mil operações com clientes do Pronaf, correspondente ao valor de R$ 176,6 milhões. 

Fonte: Jornal do Commercio

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