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De olho no débito automático

11 de março de 2013

Colocar as contas em débito automático na conta corrente pode parecer, à primeira vista, uma facilidade. Além de o consumidor não correr o risco de ser pego pelo esquecimento, é sinônimo de menos fila e menos perda de tempo. É atrativo, mas exige atenção e requer constante monitoramento. Não é difícil encontrar gente que já acumulou prejuízo ou teve alguma dor de cabeça por ter feito a escolha. O estudante de direito Francisco Oliveira, por exemplo, teve o serviço de internet cortado e passou alguns dias para conseguir entender o porquê. "A conta vinha em débito automático há muito tempo. Daí o Itaú, que é o meu banco, adquiriu o Unibanco e a unificação de informações não foi feita de forma instantânea. Resultado: do dia para noite, fiquei sem internet", conta.

A coordenadora do departamento de relações institucionais da Proteste, Maria Inês Dolci, lembra da vantagem de não se correr o risco de pagar multa em caso de esquecimento ou qualquer outro problema, mas alerta para a necessidade do constante monitoramento, para não ser surpreendido caso alguma coisa saia do lugar. "O consumidor pode não ter saldo suficiente no dia do pagamento e terminar tendo o serviço comprometido. É uma situação bem comum", diz. Foi o caso da aposentada Margarida Freitas. "Tivemos a água cortada por falta de pagamento. Meu salário entra no começo do mês e a água estava programada para a quinzena. Mas, no dia da quitação, a conta estava vazia. Como ninguém avisa e eu não monitorei, ficamos sem água por vários dias", explica. Para ela, a modalidade não vale mais a pena, pois, além de não ter costume de checar a conta, não possui cheque especial.
 
INTERRUPÇÃO
Caso resolva interromper um serviço, como TV a cabo, por exemplo, é bom também avisar ao banco, pois as informações às vezes não são repassadas de forma imediata. Aquelas contas que dependem do consumo e, por isso, são vaiáveis, como celular, também podem trazer surpresas. Maria Inês lembra que, caso o consumidor verifique o extrato e note que o pagamento não foi feito, precisa entrar em contato com o banco imediatamente. "Se o dinheiro está lá e consta que a conta não foi paga, a responsabilidade é do banco", alerta. Nesse caso, quem se sentir lesado ou até tiver o nome negativado pode cobrar na Justiça o ressarcimento. Outra dica é tentar concentrar os pagamentos numa única data, em que você sabe que haverá saldo. Isso ajuda, inclusive, na hora do monitoramento.

Fonte: Jornal do Commercio

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