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Luz vai baixar 16,2% para cliente residencial, anuncia Dilma
6 de setembro de 2012Os consumidores residenciais terão uma redução de 16,2% na tarifa de energia elétrica, a partir do início do ano que vem. No caso das indústrias, a queda vai chegar a 28%. O anúncio foi feito na noite desta quinta-feira, num pronunciamento de Dilma Rousseff à nação, por ocasião das comemorações do feriado da Independência. Segundo a presidente, a medida — que resulta da diminuição de tributos que incidem sobre o setor — vai servir para aumentar a competitividade do Brasil em relação a outros países, permitindo atrair mais investimentos estrangeiros.
“Os ganhos serão usados tanto para a redução de preços para o consumidor brasileiro quanto para os produtos de exportação, o que vai abrir mais mercados dentro e fora do país”, disse a presidente.
Segundo Dilma, a medida também vai ajudar as indústrias que estejam em dificuldades financeiras, evitando, assim, que demitam mão de obra. Os detalhes da proposta serão divulgados na próxima terça-feira, num evento no Palácio do Planalto.
Governo quer reduzir alguns encargos
A redução do preço da energia elétrica deve passar pela diminuição ou pela extinção de alguns dos dez encargos pagos pelo setor energético e, consequentemente, repassados aos consumidores. Isso, na prática, representa cerca de 10% do preço da luz no país.
Na próxima terça-feira, o governo federal também deverá anunciar a renovação das concessões do setor que começarão a vencer a partir de 2015, como hidrelétricas e linhas de transmissão de energia, o que também terá impacto nas contas.
A diminuição do valor da tarifa de luz faz parte da estratégia de reativar a economia brasileira, que sofre com os efeitos da crise financeira internacional. A medida, diz Dilma Rousseff, vai permitir ao país ter estabilidade, com crescimento e inclusão.
No pronunciamento, a presidente também lembrou o recente pacote de medidas de infraestrutura, que incluiu a concessão de 7.500 quilômetros de rodovias e dez mil quilômetros de ferrovias à iniciativa privada, além da criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL). O investimento será de R$ 133 bilhões, em 25 anos.
Fonte: Jornal Extra
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