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Votação da reforma na CAE é adiada

31 de maio de 2017

O governo costurou, ontem, um acordo com a oposição e adiou por uma semana a votação do relatório da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Assim, a apreciação só deve ocorrer na próxima terça-feira. Apesar do adiamento, o relator da matéria, Ricardo Ferraço (PSDB/ES), estimou que a proposta tem condições de ser avaliada no plenário do Senado antes do recesso de julho. Para ele, será possível analisar e votar o projeto na CAE e nas duas comissões restantes nas próximas três semanas, deixando a proposta pronta para plenário.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB/RR), negou que o acordo costurado com a oposição ontem seja resultado de qualquer insegurança e garantiu que há votos suficientes para aprovar a matéria na CAE.

Na semana passada, contudo, o governo foi pego de surpresa com um placar apertado para rejeitar um requerimento da oposição, que tentava postergar a leitura do parecer do relator. O governo ganhou a votação por 13 votos a 11.

Nos bastidores, contudo, a versão é que o Palácio do Planalto considerou muito ruim o adiamento da votação do relatório da reforma trabalhista, mas não viu outra saída. A expectativa era que a votação do texto fosse agilizada, até mesmo com um pedido de urgência para ser mais rapidamente levada ao plenário. Porém, segundo fontes palacianas, o próprio Romero Jucá alertou que não havia clima para a votação do projeto na CAE.

Conforme relatos que chegaram ao Palácio do Planalto, havia o risco, inclusive, de uma derrota caso o texto fosse votado ontem.

Além disso, o acordo tenta acalmar a oposição, que estava disposta a obstruir a votação após o presidente da CAE, Tasso Jereissati (PSDB/CE), ter dado como lido o relatório da reforma, sem ter ocorrido de fato a leitura. Isso porque uma enorme confusão marcou a sessão na semana passada, com bate¬ boca entre parlamentares e tumulto provocado por manifestantes contrários às mudanças na legislação trabalhista. Quando os ânimos começaram a se acalmar, Jereissati reabriu a sessão às pressas, deu o relatório como lido e concedeu vistas, o que foi questionado pela oposição.

Jucá garantiu que o acordo não representa derrota do governo: "Não é medo de perder. Nós provamos que tinha sido lido e concedidas vistas. Discutimos o projeto e saímos da sessão hoje encerrada a discussão, prontos para a votação na terça-feira, sem nenhum questionamento. Isso é uma vitória da base do governo."

O vice-líder do PRB, deputado Beto Mansur (SP), disse que o atraso na votação do projeto pode empurrar a reforma da Previdência para agosto no plenário da Câmara.

 

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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