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Você pede a nota fiscal nas compras?
17 de abril de 2009
Mirella Falcão // Diario
mirellafalcao.pe@diariosassociados.com.br
Seja sincero: você pede a nota fiscal sempre que faz compras? Este hábito está presente em menos da metade dos recifenses. Segundo estudo da empresa de pesquisas GfK, apenas 45% dos consumidores da capital pernambucana exigem a nota. O percentual segue a média nacional de 44%, mas fica atrás de outras capitais como Belém (66%), Fortaleza (56%), São Paulo (51%) e Belo Horizonte (50%). O nível de cobrança desse comprovante fiscal varia conforme a renda e a idade dos entrevistados. Mais da metade das classes A e B1 exige a nota, o que não ocorre nas camadas mais baixas. As pessoas entre 30 e 49 anos são as que mais pedem o cupom.
Os adolescentes também são os que menos têm este costume. Somente 34% dos compradores com idade entre 13 e 19 anos pedem nota fiscal contra 44% da média geral. “A nota fiscal não faz diferença para mim. E quando eu recebo, coloco no bolso e acabo perdendo”, comenta Gisele Dornelas, 13 anos. Já Karla Araújo, 14 anos, sólembra de pedir quando é um produto que pode ser trocado depois. “Por exemplo, se for uma roupa. Eu sei que se não pegar a nota, se eu quiser trocar depois não vou conseguir. Mas para as outras coisas, quase nunca me lembro”, conta a jovem.
Na lista dos que mais pedem o comprovante estão os brasileiros entre 30 e 39 anos (48%) e entre 40 e 49 anos (47%). É nesta faixa da população que se encontra a autônoma Miriam Ramos, 44 anos. “Tem loja que não dá nota fiscal. Apenas comprovante de compra. Se você não pedir, fica por isso mesmo. Mas eu exijo a nota fiscal sempre porque é um direito que me assiste”, afirma Ramos.
Importância – Quanto maior a renda da população, mais a consciência da importância do cupom fiscal. “Eu peço a nota sim. A gente paga tanto imposto, não pode deixar os outros sonegarem”, defende o médico José Emanuel Campello, 69 anos. Na classe A1, 58% exigem o comprovante fiscal após aquisições, de acordo com o estudo. Entre as camadas A2 e B1 é o percentual é de 51%. Já nas classes B2 e C, ohábito é identificado em 43% dos consumidores. E na camada D, em apenas 38%. Para o economista Maurício Romão, 59 anos, é preciso mostrar às classes de menor renda que a nota fiscal gera arrecadação de impostos. “E são esses recursos que financiam os serviços prestados à população”, diz.
O comportamento com relação ao pedido da nota fiscal variou bastante entre as capitais. A população de Belém é a que mais pede nota fiscal (66%), seguida pela de Fortaleza (56%), São Paulo (51%), Belo Horizonte (50%) e Recife (45%). Os moradores do Rio de Janeiro (44%), Porto Alegre (32%), Curitiba (30%) e Salvador (18%) são os que têm menos hábito. A pesquisa ouviu 1,5 mil consumidores, homens e mulheres, maiores de 13 anos, das classes A, B, C e D, representando a população de 9 regiões metropolitanas do País: Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Para o estudo, a GfK considera as rendas de R$ 14.250 (A1), R$ 7.557 (A2), R$ 3.994 (B1), R$ 2.256 (B2), R$ 1.318 (C1), R$ 861 (C2) e R$ 573 (D).
Fonte: Diário de Pernambuco
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