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Visões sobre a reforma da Previdência

3 de outubro de 2018

Um dos temas mais polêmicos do país, o projeto de Reforma da Previdência é considerado por nove dos 12 candidatos ao Senado em Pernambuco como um modelo que precisa ser revisto. Ao opinarem sobre o assunto, o último da série proposta pelo Diario para ajudar os eleitores a conhecer os posicionamentos dos candidatos ao Senado, os postulantes destacaram, principalmente, os aspectos que tiram direitos conquistados e garantidos pela Constituição. Acreditam também que as novas regras devem respeitar as modificações ocorridas no país nas áreas da economia, social e saúde. O projeto também recebeu críticas por cortar benefícios com o pretexto de equilibrar as contas do setor. Na avaliação dos candidatos, a Previdência é um desafio para o país que convive hoje com um sistema distorcido de repasse de aposentadorias e pensões. O fim da contribuição dos aposentados e do fator previdenciário também entrou na lista dos pontos defendidos pelos postulantes ao cargo. Entre os candidatos ao Senado, não se posicionaram Alex Rôla (PCO), Mendonça Filho (DEM) e Pastor Jairinho (Rede). A polêmica em torno da Previdência, apesar do presidente Michel Temer (MDB) ter afirmado que ainda há tempo de votar o projeto neste ano, deverá ficar mesmo para o seu sucessor.

Alex Rôla (PCO)

Apesar da solicitação com antecedência de mais de uma semana, não encaminhou seu posicionamento até o fechamento desta edição.

 

Mendonça Filho (DEM)

Apesar da solicitação com antecedência de mais de uma semana, não encaminhou seu posicionamento até o fechamento desta edição.

 

Pastor Jairinho (Rede)

Apesar da solicitação com antecedência de mais de uma semana, não encaminhou seu posicionamento até o fechamento desta edição.

 

Adriana Rocha (Rede)

O modelo atual precisa ser revisado com regras de transição claras e justas, que não subtraiam direitos conquistados e defendidos pela Constituição para as pessoas que têm justamente menor poder aquisitivo e dependem da aposentadoria para sobreviver com alguma dignidade. Há um mau hábito da política brasileira, que se evidencia em épocas de crise econômica e social, no sentido de propor mudanças atacando efeitos e não a causa. Gestão e eficiência geralmente são relegadas ao segundo plano e o enfrentamento das dívidas consolidadas com a Previdência dos municípios e de muitas empresas.

 

Lídia Brunes (PROS)

Sendo uma política social, a Previdência se faz necessária passar por uma reforma para continuar a cumprir sua funcionalidade diante da realidade brasileira. Deverá levar em consideração as diversas modificações presentes na realidade do país, como: economia, a questão social e saúde. Dentro do modelo que vem sendo proposto pelo atual governo, pois a intenção não é fazer uma redistribuição igualitária para todos, mas facilitar o aumento de pecúnia com investimento mínimo no setor público. Empecilhos estão em consonância com as alegações que se pretendem com a reforma.

 

Humberto Costa (PT)

Esta reforma da Previdência, proposta por Temer, sou frontalmente contra. Ela prejudica os trabalhadores, procura o pretexto de equilibrar a Previdência, preocupando-se única e exclusivamente com o corte de benefícios, enquanto que deveríamos aumentar a receita da Previdência Social fazendo com que as empresas paguem, não façam dívidas, não tenham suas dívidas perdoadas. Não podemos aceitar uma reforma que vai prejudicar o trabalhador tanto da cidade quanto o do campo, as mulheres, enfim nos colocamos frontalmente contra essa proposta do Governo Temer.

 

Eugênia Lima (PSol)

Não defendemos o modelo proposto. Defendemos o fim da contribuição dos aposentados e do fator previdenciário. Instituir comissão para uma auditoria nos sistemas previdenciários públicos atuais (RPPS e RGPS), tendo em vista a aplicação dos recursos exclusivamente para os benefícios. O fim da revisão criminosa dos benefícios de acidente de trabalho, aposentadoria por invalidez e auxílios doença em curso no INSS e que já retirou benefícios de mais de 50% dos beneficiários. Estreitar a articulação entre a Previdência Social, a assistência social, a saúde e políticas de trabalho.

 

Jarbas Vasconcelos (MDB)

A Previdência é um desafio no Brasil. Temos hoje sérias distorções no desenho do nosso sistema de repasse de aposentadorias e pensões. Ela (Previdência) precisa ser atualizada principalmente por conta das mudanças demográficas que a nossa população sofreu, e irão se acentuar nos próximos anos. Defendo que sejam feitos estudos com amplo debate de ideias, o que não ocorreu quando o Governo Temer propôs o assunto. A proposta de reforma enviada pelo governo federal não atendeu às necessidades da população. No meu entendimento, é necessário, entre outros pontos, preservar os direitos adquiridos.

 

Hélio Cabral (PSTU)

Não existe déficit na Previdência, existe um fundo da seguridade social, que inclui Previdência, saúde e assistência social. Nos últimos anos, esse fundo é superavitário, conforme CPI da Previdência no Senado feita em 2017. Esse superávit seria ainda maior se as empresas pagassem os R$ 450 bilhões que devem à Previdência e se o governo não fizesse renúncias fiscais para empresas que só em 2015 foram mais de R$ 64 bilhões. Além disso, a população economicamente ativa do Brasil era de 69,9%, bem superior aos principais países da Europa ou dos Estados Unidos. Portanto, a questão do envelhecimento da população brasileira só poderá ser colocada no futuro.

 

Albanise Pires  (PSol)

A sustentabilidade do sistema de seguridade social é fundamental para o equilíbrio fiscal e o aquecimento da economia. Modernizar o sistema previdenciário é necessário, mas não pode significar perda de direitos. Em primeiro lugar, é necessário realizar uma auditoria ampla e popular sobre a Previdência e cobrar os grandes devedores.

 

Sílvio Costa (Avante)

Defendo uma auditoria imediata nas contas do sistema previdenciário brasileiro. Várias entidades apresentam números diferentes sobre o sistema. É preciso saber o tamanho do problema que o governo diz que tem. É evidente que a Previdência Social não é um problema apenas do Brasil, mas um problema de todos os países do mundo, porque as pessoas estão vivendo mais.

 

Bruno Araújo (PSDB)

Com o resultado das urnas, o novo presidente eleito terá legitimidade para discutir com a sociedade a Previdência. E quando vier deve ser para acabar privilégios e proteger os mais pobres. Toda e qualquer proposta deve garantir todos os direitos da população mais carente.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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