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Vigência do ajuste fiscal é de dois anos

2 de junho de 2015

SÃO PAULO – O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, fez uma retrospectiva das medidas de ajuste fiscal adotadas pela nova equipe econômica durante seminário sobre política fiscal na Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele apontou que a meta é que o ajuste fiscal dure dois anos, ou seja, saindo do déficit primário de 0,6% do PIB no ano passado para um superávit de 1,1% este ano e 2% a partir de 2016 “O Brasil está elevando gradualmente seu resultado primário para garantir a estabilidade da macroeconomia e viabilizar a recuperação do crescimento de modo sustentável”, reafirmou.

Segundo ele, a redução do déficit nominal será um pouco mais rápida, com a projeção de que se chegue a um saldo negativo de 2,3% do PIB em 2017. O ministro também disse que o governo vem adotando uma série de iniciativas para complementar a estratégia de reequilíbrio fiscal e promover uma maior recuperação da economia. Para elevar a produtividade, são três eixos básicos: aumento do capital físico por trabalhador; aumento do capital humano; e reformas institucionais.

“O primeiro passo é o reequilíbrio macroeconômico, condição necessária, mas não suficiente. Ele está sendo complementado por uma política ativa de maior investimento em infraestrutura, educação e desenvolvimento institucional, para melhorar o funcionamento da economia”, afirmou. Barbosa disse também que há capacidade de engenharia para projetos de infraestrutura com players locais ou novos. Ele foi questionado se o pacote de infraestrutura já estaria todo pronto e se as empresas investigadas na Operação Lava Jato vão poder participar das licitações.

“Este tipo de iniciativa fica pronta só quando termina. Falta alguns aperfeiçoamentos aqui e ali em alguns projetos, mas eu diria que já estão praticamente 100% definidos os principais investimentos”, disse. Ele lembrou que são várias iniciativas em portos, aeroportos, rodovias e ferrovias no tempo próprio de cada uma delas. Sobre a participação das empresas que estão sendo investigadas pela Operação Lava Jato, Barbosa disse não ter informações precisas de como será feito.

TIJOLO

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse, ontem, que a retomada da economia brasileira será lenta, tijolo a tijolo, em debate as perspectivas da economia daAmérica Latina, na sede do FMI, nos EUA. Segundo Levy, o segundo semestre tem bastante chance de ser mais favorável para a economia brasileira se as medidas necessárias forem tomadas com rapidez. Isso envolve a resposta do setor privado, acrescentou.

Sobre o porquê de o resto da América Latina estar crescendo mais que o Brasil, o ministro disse que é hora de focar mais em reformas do lado da oferta. Joaquim Levy disse que é preciso facilitar o pagamento de impostos e voltou a falar de seu desejo em reformar o PISCofins e o ICMS. 

Fonte: Jornal do Commercio

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