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Viajar para fora ficou mais caro
5 de janeiro de 2014A viagem para Nova Iorque está agendada e os gastos seriam pagos com cartão de débito ou pré-pago? Prepare-se para deixar uma parcela considerável do seu orçamento com o governo. Se levados em conta os R$ 5.383,50 que brasileiros gastam, em média, em uma visita à Big Apple – de acordo com dados da NYC & Company, empresa responsável pela promoção turística da cidade -, o aumento nos gastos pode chegar a R$ 302,25.
Isso porque, no apagar das luzes de 2013, o governo federal resolveu ampliar em seis pontos percentuais a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre despesas pagas com cartão de débito, pré-pagos, cheques de viagem (travelers checks) e os saques feitas em moedas estrangeiras. A mordida de 0,38% passou para 6,38%.
O "presente" de fim de ano forçou quem estava com viagem marcada para o exterior a refazer as contas.
A reorganização do planejamento é necessária para todos que pretendem cruzar as fronteiras do Brasil desde o último dia 28. O objetivo do governo é conter os gastos dos turistas fora do Brasil. No entanto, não será alcançado, ponderam analistas.
Mas é certo que quem costumava realizar compras no exterior com cartão de débito será o mais prejudicado. Até a mudança, uma compra de US$ 1 mil pagaria US$ 3,80 de IOF, algo em torno de R$ 9. Agora, vai pagar US$ 63,80, ou mais de R$ 150.
O turista que explora mais o lazer que os centros de compras também foi pego de surpresa. A solução para driblar o apetite fiscal do governo pode ser levar mais dinheiro em espécie – não incide IOF na compra de dólares em casas de câmbio.
O empresário Estevam Campos pretende visitar Nova Iorque em fevereiro e já considera levar dinheiro vivo. Já usou o cartão de débito uma vez e também os cheques de viagem, mas a majoração tornou as opções menos atrativas.
Nova Iorque, onde os brasileiros estão em segundo lugar entre os turistas que mais gastam, está entre os nossos cinco destinos mais procurados.
A designer de buquês Eduarda Barros foi pega de surpresa. Seu filho viaja para o Canadá em meados de fevereiro e passará seis meses fazendo um intercâmbio. O gasto diário que havia orçado para o rapaz, entre R$ 800 e R$ 900, será acrescido de 6%, relatou.
"A opção foi por disponibilizar o cartão de débito para que ele custeasse suas despesas. Não pensamos em deixá-lo com dinheiro em espécie. Com a mudança, a saída foi acrescentar às despesas o percentual de aumento."
Para agravar a situação, a família, oito pessoas ao todo, viaja para terras canadenses em março, onde passarão 20 dias. "Vamos economizar nas compras, no lazer não".
Fonte: Jornal do Commercio
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