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Veja como votou cada deputado pernambucano

11 de julho de 2019

Dos 25 deputados que fazem a bancada federal de Pernambuco, 14 votaram a favor e 11 contra a aprovação do texto-base da reforma da Previdência.

Os que disseram sim representam 56% dos parlamentares do Estado na Câmara dos Deputados. “Esse é o primeiro passo, um ajuste fiscal. Depois vamos avançar na (reforma) tributária, no novo pacto federativo e ajudar o Brasil a retomar o emprego e a renda porque se nós não tivermos a reforma, não teremos emprego”, defendeu o deputado federal e vice-presidente da Comissão Especial da reforma, Sílvio Costa Filho (PRB).

Sílvio citou que “enquanto os países da OCDE gastam 7% do Produto Interno Bruto (PIB) com a Previdência, o Brasil gasta 14%. “Quando a gente pega o orçamento da saúde, são R$ 120 bilhões; o orçamento da educação, R$ 125 bilhões; todo o Bolsa Família, R$ 30 bilhões. Mas só o déficit da Previdência é R$ 310 bilhões. Isso significa dizer que se está gastando mais com o déficit da Previdência do que com saúde, educação e Bolsa Família”, comentou.

Uma parte dos técnicos e políticos acreditam que a aprovação da reforma vai resultar em crescimento da economia porque é uma sinalização de que o País está dando um passo para arrumar as suas contas públicas que vem apresentando déficits.

 Isso significa que o País está gastando mais do que arrecada. O discurso do líder do Solidariedade, Augusto Coutinho, foi nessa linha de raciocínio. “Hoje, do orçamento do País, já se consomem 50% dos recursos com a Previdência.

Daqui a 7 anos, 78% do orçamento brasileiro seriam comprometidos apenas para pagar a Previdência ou poderiam, até mais, não ser pagos, como aconteceu na Grécia ou em Portugal”. Líder do Cidadania, Daniel Coelho afirmou que “não podemos continuar a avançar em um processo em que estamos enterrando R$ 300 bilhões por ano em um sistema de Previdência deficitário”.

E complementou: “É incoerente defender a educação pública de qualidade e, ao mesmo tempo, ser contra uma reforma da Previdência. Não tem mágica. Se nós queremos investimentos sociais para transformar este País, precisamos de equilíbrio fiscal e isso só virá se conseguirmos aprovar esse projeto”.

À frente do PSD, o deputado André de Paula argumentou que a reforma “é um remédio amargo”, mas que deve ser tomado “diante da constatação do desequilíbrio das contas públicas, da crise em que mergulhou nosso País, da fila de desempregados que aumenta a cada dia”.

Pernambuco tem cinco líderes de partidos, o único que não discursou foi André Ferreira (PSC), que estava numa reunião. Quem fez o discurso do PSC, foi o vice-líder, Otoni de Paula (PSC-RJ). Entre os 11 parlamentares pernambucanos contrários à reforma, chamou a atenção os votos contrários de Eduardo da Fonte e Fernando Monteiro, ambos do PP.

 Essa sigla faz parte do Centrão, bloco que teve um papel importante na aprovação da PEC. Mesmo sendo “a favor do ajuste fiscal”, Monteiro disse “não fazer sentido, na situação social em que se encontra o País, pedir que a mais empobrecida parcela da população ajude a pagar a conta do rombo fiscal”.

“Esse dia será marcado como o enterro da Previdência Social no Brasil”, criticou o líder do PSB, Tadeu Alencar. Segundo ele, a redistribuição dos recursos via Previdência é responsável, em 30 anos, por diminuir as desigualdades do País. “Ninguém aqui apontou quais são os privilégios que diz combater.

E nós sabemos perfeitamente quais são os privilégios de um modelo econômico que sacrifica a população mais pobre, que atinge cruelmente também a classe média, mas que não toca num fio de cabelo dos interesses da elite brasileira”, disparou.

Os socialistas fecharam questão contra a reforma, mas Felipe Carreras (PSB) votou a favor da proposta. Ele e Eduardo da Fonte não foram localizados pelo JC para comentar os votos.

Fonte: Jornal do Commeercio

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