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Use bem a grana extra das férias

29 de junho de 2016

Quem vai tirar férias no mês de julho ainda pode se organizar para conseguir aproveitar o período da melhor forma, sem se endividar. A bonificação de férias, quando bem administrada, pode ajudar a quitar dívidas e até a realizar a tão sonhada viagem com segurança, respeitando o orçamento.

O ator e professor Silvio Pinto vai tirar o período de descanso no próximo mês. Inicialmente, o planejamento era fazer uma viagem de carro para Penedo, em Alagoas, mas sairia muito caro. “Eu estou de mudança para uma nova moradia e isso envolve muitos gastos. Por isso, quero fazer uma viagem para mais perto, dentro das minhas possibilidades.”

Depois fazer as contas, Silvio escolheu um novo destino: João Pessoa, capital paraibana. Para ajustar melhor o orçamento, ao invés de passar o mês inteiro, a viagem até lá será feita em uma semana, deixando espaço para outras atividades de lazer como cinema, peças de teatro e outros passeios. 

“As férias são um período que deve ser usado para reabastecer as energias e fazer as coisas que não estão na rotina. Para fazer uma viagem longa, é preciso um planejamento maior. Para viagens para perto dá para ir sem programar, quando der a vontade, só fiscalizando o custo”, diz o professor.

O economista Fernando Dias lembra que o bônus das férias corresponde a um terço do salário do colaborador. Além disso, alguns empregadores possibilitam a antecipação de um salário junto com a quantia das férias. Mas, segundo ele, essa antecipação pode ser prejudicial, caso haja descontrole.

“Antecipar o salário é uma atitude que alguns tomam, mas não é o mais recomendado. Para que não haja risco de perder o controle após as férias, a pessoa precisa ter bastante organização para não deixar de pagar as contas no mês seguinte”, afirma Dias.

Para quem estiver endividado, a dica é tentar resolver a situação antes de pensar no lazer, segundo a educadora financeira Patrícia Godoy. A dívida que deve ser priorizada, caso haja mais de uma, é a que tiver maior taxa de juros, como a do cheque especial e cartão de crédito, com juros que ultrapassam 400% ano e acabam virando uma bola de neve.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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