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União, estados e municípios têm pior rombo

30 de julho de 2017

Com receitas fracas e a antecipação de pagamento de precatórios, o setor público teve déficit primário de R$ 19,5 bilhões em junho e de R$ 35,1 bilhões no primeiro semestre. Ambos os resultados são os piores para esses períodos desde o início da série histórica, em 2001. O resultado primário divulgado pelo Banco Central nessa sexta-feira corresponde ao resultado das receitas menos as despesas da União, estados e municípios antes do pagamento dos juros da dívida.

Além da arrecadação mais fraca do que o esperado, consequência da fraca atividade econômica, houve aumento expressivo das despesas do governo federal em junho devido à antecipação de pagamentos em precatórios e sentenças judiciais. Desde 2013, esses pagamentos ocorrem entre novembro e dezembro. Mas o governo decidiu neste ano antecipar os pagamentos para maio e junho. Foram R$ 10 bilhões pagos em maio e outros R$ 9 bilhões em junho.

A expectativa é que essa antecipação vai gerar uma economia de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões neste ano, uma vez que o governo paga juros nesses precatórios. No acumulado de 12 meses encerrados em junho, as contas do setor público mostraram déficit de R$ 167,1 bilhões, ou 2,62% do PIB (Produto Interno Bruto). A meta fiscal fixada na lei orçamentária para este ano é de um déficit de R$ 143,1 bilhões para União, Estados e municípios. Somadas, as administrações estaduais e municipais tiveram resultado positivo de R$ 240 milhões em junho, ante um superávit de R$ 98 milhões no mesmo período do ano passado.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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