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Uma vez querida, sempre querida

7 de fevereiro de 2013
A preferência nacional segue mais preferida do que nunca. O Banco Central divulgou ontem que o volume total de recursos aplicados na poupança ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 500 bilhões. Em janeiro, os brasileiros tinham na caderneta R$ 500,8 bilhões. Ainda segundo o BC, no mês passado, os depósitos superaram as retiradas em R$ 2,3 bilhões. Valor que serviu para engordar a aplicação, junto com os R$ 2,23 bilhões de rendimentos que foram creditados nas contas dos poupadores.
 
Tantos bilhões em apenas um parágrafo realmente devem chamar a atenção. Principalmente depois das mudanças nas regras de rendimento da poupança, promovidas pelo governo em maio do ano passado. Naquele mês, o rendimento dos novos depósitos passou a depender da taxa básica de juros, a Selic. Mas só quando ela, a Selic, caísse para 8,5% ao ano (como acontece hoje, que está em 7,25%). Neste caso, a poupança passa a render 70% da taxa básica mais a Taxa Referencial (TR). A nova regra não afetou o rendimento da poupança antiga (6,17% ao ano, mais TR).
 
As mudanças podem ter tornado a aplicação menos rentável (rendeu menos que a inflação), mas não afastaram o investidor. Pelo contrário. João Carlos Sá Leitão, gerente regional da Caixa Econômica Federal, lembra que o perfil do cliente de poupança está diversificando. Tem muita gente da nova classe média. “São pessoas que começaram a ter acesso à bancarização. Temos um grande volume de negócios deles. No caso da Caixa, nem é preciso ir a uma agência para abrir uma poupança. É possível fazer em uma lotérica mesmo.”
 
O atrativo, porém, não é apenas a facilidade ou a possibilidade de ter uma poupança com pouco dinheiro. Mesmo depois da mudança promovida pelo governo no ano passado, a aplicação continuou isenta do Imposto de Renda. Também é isenta de burocracias. O investidor pode retirar todo o dinheiro guardado sem maiores problemas. E a qualquer momento. Por isso mesmo, os especialistas recomendam a caderneta como o local ideal para guardar a chamada “reserva de emergência”. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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