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Turbulência prevista na previdência privada

7 de junho de 2013
Os poupadores de planos de previdência privada (VGBL e PGBL) vão passar por momentos de turbulência. A partir deste mês, as aplicações de curto prazo vinculadas à taxa Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) das instituições financeiras que comercializam estes produtos terão que ser trocadas por papéis de longo prazo. A mudança é uma determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN). Quanto mais elástico o prazo das carteiras, maior a instabilidade do preço dos papéis. Pode subir de preço ou despencar, dependendo do humor do mercado financeiro. 
 
Neste momento é preciso nervos de aço para não perder dinheiro. O professor Sílvio Paixão, especialista em previdência privada da Fipecapi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), recomenda cautela. “A pessoa deve fazer a observação, uma vez por mês, do desempenho do fundo onde aplicou o seu dinheiro. Além disso, deve analisar a competência do seu gestor nos próximos três meses, e comparar com os concorrentes”. 
 
Caso esteja insatisfeito com o desempenho dos fundos de investimentos, evite retirar o dinheiro repentinamente da aplicação. Nada de se antecipar ao sobe e desce dos preços dos papéis. “Para mudar de barco, o investidor vai pagar um caminhão de impostos”, alerta Paixão. Se decidir mudar, o especialista indica a portabilidade do plano de previdência como a alternativa mais apropriada. Neste caso, o dinheiro investido pode ser transferido para outra instituição financeira sem a incidência de tributos. 
 
A resolução nº 4176 no CMN, que alterou as regras do jogo da previdência complementar, entrou em vigor na última segunda-feira. Vale para todos os planos de previdência que estão no mercado. Os produtos comercializados a partir deste mês já adotam o novo modelo. Até dezembro de 2015, as instituições financeiras terão que migrar todas as suas carteiras de médio prazo para os papéis de longo prazo. Uma aplicação de 8 meses passa para 3 anos. Paixão explica que a nova regra vai exigir mais do gestor financeiro porque esses papéis flutuam ao sabor do mercado. 
 
Segundo ele, a situação complica porque o mercado está nervoso e mais suscetível diante da alta da inflação e da subida dos juros para conter o consumo. Ele compara os papéis de longo prazo a um trampolim. Quanto maior a altura, aumentam as variações de preço. “O mercado de previdência complementar acabou focado nos papéis de longo prazo com variação de três e até cinco anos. Para ganhar o campeonato, o investidor tem que conseguir o maior número de pontos”, sintetiza.
 
Mercado de previdência privada no Brasil (jan-mar/2013)
 
Contratos ativos
 
12 milhões
 
Carteira de investimentos R$ 348,3 bilhões
Carteira de VGBL no primeiro trimestre R$ 219,4 bilhões
Carteira de PGBL no primeiro trimestre R$ 75,6 bilhões
Planos tradicionais R$ 52,7 bilhões
Planos individuais R$ 16,9 bilhões
Planos empresariais R$ 1,5 bilhão 

Fonte: Diario de Pernambuco

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