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Túnel da Abolição na reta final

11 de fevereiro de 2014

Em menos de dois meses, o Recife deve receber seu quarto túnel. A inauguração do Túnel da Abolição, que vai ligar as ruas Real da Torre e João Ivo da Silva, na Madalena, está prevista para o fim do próximo mês e levanta uma discussão sobre a funcionalidade dos demais equipamentos da cidade: Josué de Castro, no Pina; Chico Science, na Ilha do Retiro, e Augusto Lucena, em Boa Viagem. Construídas com o objetivo de diminuir o congestionamento em cruzamentos, as passagens subterrâneas da capital pernambucana não têm a função completamente alcançada, conforme revelam especialistas ouvidos pelo Diario.

De acordo com o secretário das Cidades, Danilo Cabral, as obras da Abolição estão acontecendo conforme previsto no cronograma. Até o fim de março, o equipamento deve estar pronto e vai beneficiar 4,6 mil condutores que passam por hora no cruzamento da Real da Torre com a Caxangá e passageiros das 37 linhas de ônibus que circulam diariamente pela Real da Torre. “Estamos na fase de escavação. Depois disso, haverá a etapa de acabamento, com as obras de paisagismo. Será um equipamento importante para o trânsito da cidade”, adiantou o secretário.

Na avaliação do engenheiro especialista em mobilidade urbana Maurício Pina, este será o túnel mais bem elaborado do Recife. “Os túneis da cidade, de uma forma geral, privilegiam o transporte individual em detrimento do coletivo. O que está sendo construído entre a Avenida Caxangá e a Rua Real da Torre, porém, vai beneficiar o transporte público diretamente, já que vai eliminar um semáforo, fazendo os ônibus BRT (Bus Rapid Transit) andarem com mais velocidade”, analisou.

Outros equipamentos
A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) não contabiliza quantos veículos passam diariamente pelos túneis Josué de Castro, Chico Science e Augusto Lucena. Quando foi inaugurado, em 2008, o equipamento do bairro do Pina tinha como função principal diminuir as retenções no tráfego de veículos na Avenida Herculano Bandeira. Por causa dele, dois dos quatro semáfaros que existiam na via foram desativados, reduzindo os congestionamentos.

O Chico Science fez com que os motoristas que circulam na Avenida Abdias de Carvalho, no sentido subúrbio-centro, com destino à Benfica, não precisassem mais girar à esquerda na cabeceira da Ponte Prefeito Lima Castro, motivo de grandes congestionamentos no local quando o equipamento foi construído, em 2000. Já o Augusto Lucena – o mais extenso da cidade – funciona sob o Viaduto Tancredo Neves. “O grande problema dos túneis é que eles não são flexíveis, como os viadutos, onde é possível construir alças. Como não permitem grandes mudanças, de maneira geral, costumam não resolver completamente os entraves no trânsito”, opinou o engenheiro civil especialista em trânsito Antônio Andrada.

Fonte: Diario de Pernambuco

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