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Troca de deputados na véspera

3 de maio de 2017

Pressionados pelo Palácio do Planalto, partidos da base aliada trocaram seus membros na comissão especial da reforma da Previdência, ontem, véspera da votação do parecer do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) sobre a proposta. Para ajudar o governo a aprovar a matéria “com folga”, as legendas estão trocando deputados que se posicionavam contra à reforma por parlamentares que votarão a favor.

Nesta terça, o PEN, que é da base aliada, retirou o deputado Erivelton Santana (BA) da vaga de titular da comissão e indicou para o lugar dele Junior Marreca (MA). No Placar da Previdência do jornal Estadão, os dois parlamentares se declaram como indecisos. Integrantes do partido ouvidos dizem, porém, que Marreca se comprometeu a votar a favor da reforma.

O PR, por sua vez, indicou hoje o líder do partido na Câmara, Aelton Freitas (MG), como membro titular da comissão especial em uma das vagas titulares a que o partido tem direito, mas que estava vaga. No Placar, o parlamentar mineiro se declara como “indeciso”, mas interlocutores do governo no Congresso Nacional dizem que, por ser líder, ele terá a obrigação de votar a favor da matéria.

De acordo com fontes do PR, ainda hoje, quando está prevista a votação do parecer, o partido deva fazer novas mudanças por integrantes da legenda que são suplentes. Em 18 de abril, o PR já tinha feito uma mudança no colegiado a favor do governo. Trocou o deputado Laerte Bessa (DF), que se posiciona contra a reforma, por Magda Mofatto (GO), que já se declarou a favor da proposta. 

Com as mudanças de membros, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) previu que a reforma da Previdência será aprovada na comissão especial com 23 ou 24 votos, mais do que o necessário. Para aprovar a matéria, o governo precisa de votos favoráveis da maioria dos presentes, sendo que, para abrir a sessão de votação, pelo menos 19 deputados devem registrar presença na comissão.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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