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Tributo também deu impulso à economia

13 de setembro de 2007

RIO DE JANEIRO – Os impostos também impulsionaram o Produto Interno Bruto no segundo trimestre. O volume de tributos arrecadados cresceu 8,6% em relação ao mesmo período de 2006. O PIB a preços básicos – ou seja, sem a incidência de ICMS e outros impostos que compõem o valor final dos produtos – teve alta de 4,9%. Considerando os tributos, o crescimento da economia chegou a 5,4%.

No cálculo do PIB só são computados tributos sobre produtos e serviços, como o ICMS, o IPI e o Imposto de Importação. A arrecadação somou R$ 87,5 bilhões no segundo trimestre. A cifra não pode ser tida como a carga tributária total porque não inclui tributos sobre a renda, a movimentação financeira e o lucro das empresas, entre outros.

No primeiro trimestre, os impostos já haviam alavancado o PIB, com crescimento de 6,9% ante o mesmo período de 2006. O PIB a preços básicos (sem impostos) subiu 4%. Já considerando os preços de mercado, o crescimento economia ficou em 4,4% no primeiro trimestre – o dado originalmente divulgado era de 4,3%, mas foi revisado pelo IBGE em razão da inclusão de informações da pecuária que ainda não estavam disponíveis.

No primeiro semestre, o PIB também foi inflado pelos impostos, que cresceram 7,8% no período. O PIB calculado sem os tributos subiu 4,5%. Com os impostos, saltou para 4,9%.

Segundo Rebecca Palis, gerente de contas trimestrais do IBGE, o principal motivo para o crescimento dos tributos no PIB foi a expansão do Imposto de Importação.

Apesar de ter peso relativamente pequeno, cresceu muito por causa do aumento do volume de importações. No segundo trimestre, as vendas externas subiram 18,7%.

No PIB, o imposto de maior peso é o ICMS. Segundo Bráulio Borges, economista da LCA, o fato de a indústria ter liderado o crescimento do PIB – alta de 6,8% no segundo trimestre – também explica o aumento do volume de impostos sobre produtos no PIB. Isso porque o setor é o mais formal da economia – ou seja, há menos sonegação. Sobre os produtos industrializados, são cobrados dois impostos: ICMS e IPI. Agrupado no setor de serviços, outro ramo com alto grau de formalização cresceu acima do PIB: o de serviços de informação, que inclui a telefonia. O mesmo ocorreu com a energia elétrica.

Fonte: Jornal do Commercio

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