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Transposição a passos lentos

3 de janeiro de 2014

A obra da Transposição do Rio São Francisco encerrou 2013 com avanços tímidos. Foram 12 meses para fazer os trabalhos se arrastarem, passando de uma conclusão de 43%, no fim de 2012, para os atuais 51,2%. É pouco, mas o governo federal anda comemorando. Pudera. É a “melhor” performance de engenharia do projeto nos últimos três anos, já que 2013 foi tratado pelo Ministério da Integração Nacional como um período de “recontratação” e “remobilização dos canteiros”. 

O ministro Francisco Teixeira visitou o canteiro de obras do projeto em Pernambuco e no Ceará no fim do ano passado. Foi a primeira inspeção feita por Teixeira após o empreendimento ter ultrapassado os 50% de obras executadas. 

O balanço da pasta afirma que foram 11 contratos celebrados em 2013, referentes às obras civis remanescentes, supervisão de obra, equipamentos eletromecânicos e gerenciamento do empreendimento. Para se ter ideia, no início de dezembro de 2012, o projeto empregava 3.900 trabalhadores. Em dezembro passado, eram 7.816 trabalhadores em atuação – o dobro de mão de obra (3.916 a mais). Os novos empregos são fruto das 15 ordens de serviço que o Ministério emitiu para a retomada e remobilização dos serviços do São Francisco.

No fim de 2012, a pasta não divulgou sequer um balanço comparativo com 2011. Na época, a justificativa do então ministro Fernando Bezerra Coelho foi semelhante à atual, por se tratar de um ano de relicitações e resolução de conflitos de contratos não cumpridos ou abandonados pelas construtoras. Pelo histórico, 2011 amargou o pior desempenho do ministério, com apenas 5% de progresso.

O projeto de integração do Rio São Francisco já é divulgado como a maior obra hídrica em construção no país e servirá como fornecedora de importantes infraestruturas de abastecimento no semiárido brasileiro, beneficiando 390 municípios, localizados no Ceará, na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.

Pernambuco, inclusive, centralizará a realização de projetos e de obras dos sistemas de abastecimentos de águas a serem integrados aos canais da transposição. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas do estado (Dnocs-PE) pagará quase R$ 13 milhões para a empresa que vai analisar, avaliar a rede de abastecimento existente em mais de 300 comunidades na margem de cinco quilômetros no entorno dos canais. O montante inclui a elaboração dos projetos básico e executivos dos sistemas. 

A obra da Transposição do Rio São Francisco é composta por dois canais, que somam 470 quilômetros. O Eixo Norte apresenta 48,8% e o Eixo Leste 54,8% de execução. De acordo com o último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o custo da obra é de R$ 8,2 bilhões, depois de reajustes e aditivos realizados. O projeto promete atender mais de 12 milhões de pessoas do Semiárido nordestino.

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Avanços do projeto em 2013

O Ministério da Integração Nacional celebrou 11 contratos em 2013. Os contratos são referentes às obras civis remanescentes, supervisão de bra, equipamentos eletromecânicos e gerenciamento do empreendimento.

15 ordens de serviços foram emitidas e permitiu que o projeto concluísse o ano 100% remobilizado

No início de dezembro de 2012, o projeto empregava 3.900 trabalhadores. Hoje, são 7.816 – o dobro de mão de obra (3.916 a mais). 

As contratações permitiram o reforço de quatro trechos do Eixo Norte quefuncionam 24 horas por dia: em Salgueiro (PE), em Cabrobó (PE), em Jati (CE), e em São José de Piranhas (PB)

Os túneis chegaram a 80% de execução. São cerca de 2 mil máquinas trabalhando.

Fonte: Diario de Pernambuco

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