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Transporte fluvial pode atrasar

12 de fevereiro de 2014

O tão sonhado transporte público fluvial no Recife pode ficar para o próximo ano. As obras de conclusão da dragagem do Rio Capibaribe e de construção das estações de embarque e desembarque foram suspensas esta semana. Segundo a Secretaria estadual das Cidades, o andamento do cronograma foi interrompido porque o Ministério das Cidades não repassou R$ 46 milhões referentes à conclusão de duas etapas do projeto. Segundo a secretaria, esse valor deveria ter sido pago pelo governo federal no dia 10 de dezembro de 2013. Em nota, o Ministério das Cidades disse que a autorização para o início da obra ocorreu em 10 de janeiro e que não há atraso.

A secretaria informou ainda que, a princípio, o montante foi desembolsado pelos cofres estaduais para evitar a interrupção das obras. Mas agora o governo estadual não teria como dar continuidade aos trabalhos, que começaram em abril do ano passado. O projeto Rios da Gente visa tornar 13,5 km do Capibaribe navegável, beneficiando cerca de 350 mil passageiros. A expectativa era iniciar os testes com as embarcações em dezembro.

Dos 910 mil metros cúbicos a serem dragados, 410 mil metros cúbicos, referentes ao trecho Oeste  já foram concluídos. Resta a dragagem de 500 mil metros cúbicos do trecho Norte, nas proximidades Derby, onde já se encontram as dragas de sucção. O trabalho, contudo, está parado, assim como a construção das três primeiras estações, que deveriam ficar prontas em março. “Um boletim de medição feito pela engenharia indicava a conclusão e a fiscalização das obras desde o final do ano. Mas a parte que compete ao governo federal não foi feita”, disse a secretária-adjunta de Cidades, Ana Suassuna. O projeto foi orçado em R$ 191 milhões. 

Atraso
Segundo Suassuna, a princípio, o prazo para entrega da obra deve ser revisto. “Os testes seriam em dezembro. Agora esse prazo deve se estender”, disse.  As estações têm um custo médio de R$ 12 milhões, enquanto a dragagem foi orçada em R$ 179 milhões. A empresa responsável pela execução dos dois projetos é o Consórcio Brasília Guaíba/ETC. 

Em resposta, o Ministério das Cidades negou a contrapartida financeira do estado e ressaltou que não há atrasos no repasse de verba do governo federal. “A autorização de início da obra ocorreu no último dia 10 de janeiro. Portanto, não há atraso. Os recursos foram processados e suas liquidações estão em curso normal de acordo com as medições apresentadas e atestadas pela Caixa Econômica Federal, que já dispõe dos valores para o repasse ao estado”, informou o ministério em nota.

Fonte: Diario de Pernambuco

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