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Temer não quer que Previdência contamine calendário eleitoral

27 de dezembro de 2016

Em meio às festas de fim de ano, o presidente Michel Temer (PMDB) se reuniu, nesta segundafeira (26), primeiro dia útil pós-Natal, no Palácio do Planalto, com alguns líderes de partidos aliados para saber as demandas partidárias e pedir que a reforma da Previdência seja a prioridade da Câmara dos Deputados em 2017. O desejo do peemedebista é que a reforma seja aprovada ainda no primeiro semestre do próximo ano na Câmara para que, no segundo semestre, seja discutida e votada no Senado Federal. Com isso, as discussões da reforma não contaminariam o calendário eleitoral de 2018.

Na reunião desta segunda estiveram presentes os líderes do PMDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), do PSD, deputado federal Rogério Rosso (DF), e o presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na pauta, questões econômicas e propostas pendentes na Casa. “Ele está muito animado com a perspectiva de melhora”, disse o líder do PMDB.

O mesmo foi dito pelo líder do PSD. Segundo Rosso, Temer nada comentou sobre a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. O peessedista, que é um dos pré-candidatos ao posto, afirmou que o presidente da República centrou a audiência nas medidas microeconômicas que o governo anunciou na semana passada, como a possibilidade de retirada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de contas inativas até dezembro de 2015.

Ainda segundo Rosso, o chefe do Executivo se disse confiante com a redução dos juros nas compras do cartão de crédito e comentou que, no ano que vem, o governo vai estudar e propor novas medidas microeconômicas que possam animar a economia.

A ideia de Temer é encerrar discussão e votação da reforma da Previdência até o final do próximo ano para que o debate não contamine o período eleitoral, visto que em 2018 haverá eleição presidencial e eleições para governador, deputados estaduais e federais e senadores. Neste caso, o presidente encontraria um problema. Isso porque os parlamentares, em ano de eleições, costumam se dedicar mais às disputas em seus Estados, deixando o Congresso Nacional em segundo plano.

Apesar da pressa para a tramitação da proposta na Câmara, o presidente pode ter outros empecilhos. Na última quinta-feira (22), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, pediu explicações ao presidente e aos comandantes da Câmara e do Senado, respectivamente Rodrigo Maia e Renan Calheiros (PMDB-AL) sobre a tramitação da reforma da Previdência, considerada pelo Planalto um dos pilares do ajuste fiscal do governo. A ministra aguarda a reposta.

Entre os pontos mais políticos da proposta de reforma da Previdência está a fixação da idade mínima de 65 anos para requerer aposentadoria e eleva o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Além disso, o trabalhador que desejar se aposentar recebendo a aposentadoria integral deverá contribuir por 49 anos. Militares ficaram de fora da reforma.

Fonte: Fonte: Folha de Pernambuco

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