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Temer diz que conduzirá governo até final de 2018
8 de junho de 2017Com a possibilidade de ter o seu mandato cassado pelo TSE, o presidente Michel Temer defendeu a necessidade de ser otimista no país e afirmou que ficará à frente do Palácio do Planalto até o final de 2018. Em anúncio do Plano Safra 2017/2018, o peemedebista disse que, diante dos dados de produção econômica, as pessoas não devem ser pessimistas em relação ao futuro do país, mas otimistas com o desempenho da atividade agrícola. “É com essa alma, com essa animação, com esse vigor que essa solenidade provoca que vamos conduzir o governo até 31 de dezembro de 2018”, disse.
Segundo ele, o objetivo da gestão peemedebista é recuperar a economia e permitir que o ano que vem seja “muito mais próspero”, sem espaço para “improvisações”. “O que queremos é a prosperidade do setor agrícola e da agropecuária”, afirmou.
A Justiça Eleitoral retomou desde a terça-feira o julgamento sobre a cassação da chapa presidencial de 2014. A aposta do presidente é de que o placar seja de 4 a 3 pela manutenção de seu mandato.
O clima do Palácio do Planalto, no entanto, não é de otimismo, como defendeu publicamente o presidente. A expectativa é de que na semana que vem a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresente denúncia contra o presidente.
Para não se tornar réu e ser afastado temporariamente do cargo, ele precisa do apoio de 172 parlamentares na Câmara dos Deputados. Para evitar sua saída, o presidente tem negociado apoio com o chamado “centrão”, grupo formado por siglas como PP, PR, PSD e PTB.
Ontem, por exemplo, ele recebeu a bancada federal do PTB no gabinete presidencial. O partido tem buscado mais espaço na máquina pública do que o ocupado atualmente. Para isso, o Palácio do Planalto tem oferecido postos de siglas como PPS e PHS, que anunciaram formalmente o desembarque da gestão peemedebista.
Aliado
Enquanto no TSE ocorria o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sabatinou e aprovou a indicação de Luciano Nunes Maia, sobrinho do ministro Napoleão Nunes Maia, para vaga no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Napoleão é considerado um voto decisivo no julgamento da chapa. Além disso, ele é também ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de onde se originou a indicação de Luciano Nunes Maia para o CNMP. A indicação ainda precisa passar pelo plenário do Senado.ranteee a sabatina, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) questionou Luciano sobre o parentesco com o ministro do TSE. Para o senador, a sabatina de Luciano no mesmo dia do julgamento da chapa gera desconfiança.
Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco
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