Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias

Temer decide jogar duro

25 de abril de 2017

Uma mudança na decisão do governo de endurecer as regras para a aposentadoria dos servidores públicos federais pode custar R$ 23 bilhões na economia prevista com a Reforma da Previdência em dez anos. Os cálculos são preliminares, mas o governo está colocando o impacto na ponta do lápis para comprovar a necessidade de manter intocado esse ponto, apesar da forte pressão de parlamentares por mudanças.

Diante das resistências e da falta de garantia de que terá os 308 votos necessários para a aprovação, o governo anunciou que vai exonerar 13 ministros que têm mandato na Câmara. Eles votarão na sessão da reforma e depois serão renomeados para as respectivas Pastas.

Em reunião ontem no Palácio do Planalto, para a qual foram convocados 16 de seus 29 ministros, o governo deixou claro que vai jogar "muito duro" com quem não votar ou votar contra, retirando cargos e cortando recursos para suas bases eleitorais. Por outro lado, os que derem seu apoio serão "premiados". Outra frente do governo será tentar mostrar que quem é contra a reforma está atrapalhando a retomada do crescimento e, portanto, "faz o jogo do PT".

Segundo uma fonte do governo envolvida nas negociações, o mapa de votos, apresentado em reunião com ministros da equipe econômica e aqueles mais ligados à atividade partidária, não mostra vitória do governo na reforma. A avaliação, no entanto, é de que depois do encontro já há "controle maior" em torno do relatório.

Ontem, o PSB, um importante partido da base aliada e que tem 35 deputados e um ministério (Minas e Energia), fechou contra a reforma.

A atualização do Placar da Previdência, levantamento do Grupo Estado com deputados, mostra que o número de parlamentares contrários à reforma subiu para 210, enquanto o dos que são a favor avançou para 75. Às 21h10, havia 49 indecisos, 120 não quiseram responder, 57 não foram encontrados e 1 não foi contatado.

PERDAS 
A conta do prejuízo em relação à regra dos servidores leva em consideração o fluxo de funcionários públicos que vierem a se aposentar nesse período, apurou "O Estado de S. Paulo".

A maior pressão por mudanças vem justamente dos parlamentares que têm como base de apoio o funcionalismo o que inclui juízes, procuradores e as chamadas carreiras de Estado, como auditores da Receita Federal.

No relatório, o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) propôs exigir desde já o cumprimento da idade mínima definitiva, de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, para que funcionários públicos possam receber as chamadas integralidade aposentadoria com o maior salário da carreira e paridade reajuste salarial igual ao de quem está na ativa.

Os servidores acusam o relator de promover mudança violenta nas regras do jogo e prejudicar aqueles que ingressaram mais cedo no funcionalismo. As categorias prometem brigar até o fim pela flexibilização.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

Notícias