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Taxas corroem rendimentos

1 de agosto de 2016

A taxa de administração de fundos de investimentos deve ser observada com atenção pelos aplicadores. No limite, a cobrança pode ser desvantajosa e penalizar os ganhos. Um estudo da casa de análise Empiricus, que analisou 95 fundos DI e de curto prazo disponíveis no mercado, mostra que os investidores brasileiros desembolsaram R$ 4,05 bilhões no ano passado só com o pagamento dessas taxas

O estudo ainda fez uma simulação para ressaltar o impacto do encargo. Se todas as taxas de administração dos 95 fundos estivessem limitadas a 1%, os bancos deixariam de lucrar R$ 2,83 bilhões, dinheiro que potencialmente estaria revertido em maior rentabilidade aos investidores.

Os fundos DI e de curto prazo aplicam majoritariamente no Tesouro Selic, título mais conservador e de menor rentabilidade do Tesouro Direto. "Nas taxas cobradas dos investidores em fundos DI e de curto prazo, a função do gestor se restringe, em grande parte, a comprar títulos públicos e carregar até o vencimento. Então, em tese, cobrar mais de 1% para administrar um fundo é como vender um eletrodoméstico com preço bem acima da média", diz o estudo.

De acordo com o levantamento, os 95 fundos pesquisados administram R$ 121 bilhões de 2,5 milhões de investidores. Todos praticam taxas acima de 1%. O levantamento da Empiricus ainda destaca que o total investido em fundos no Brasil somente por pessoas físicas chega a R$ 1,34 trilhão. 

Em comparação, o valor aplicado em Bolsa de Valores por investidores pessoas físicas é de R$ 107,5 bilhões, o que equivale a menos de 10% do total investido em fundos.

Outro levantamento, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), mostra que os fundos de investimentos ultrapassaram a caderneta de poupança na preferência dos investidores brasileiros. Em dezembro de 2014, os fundos representavam 30,3% dos ativos aplicados em private banking, varejo de alta renda e no varejo tradicional, enquanto a poupança representava 32,8%. Um ano depois, as posições se inverteram, e os fundos aparecem com 31,6% de participação, ante uma fatia de 29,6% da poupança. No ano passado, a perda de rentabilidade e o aperto na renda levaram a saques recordes de recursos da poupança.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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