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Taxa Selic cai para 11,25%

13 de abril de 2017

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu pela redução da taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual, caindo de 12,25% ao ano para 11,25% ao ano.

A decisão era amplamente esperada pelo mercado. Dos 44 economistas consultados pela Bloomberg, 42 estimavam o corte de 1 ponto da Selic, e apenas dois previam uma redução maior, de 1,25 ponto, ou seja, para 11% ao ano.

Também os economistas ouvidos pelo boletim semanal Focus, do BC, projetavam a taxa básica de juros em 11,25% nesta reunião do Copom.

Diversos fatores, como dados de atividade fracos no início deste ano, reforçaram as apostas de que o BC reduziria a taxa básica de juros em 1 ponto percentual em abril. Um deles foi o IPCA, a inflação oficial do País, que fechou o mês de março em 0,25%, ou 0,08 ponto percentual abaixo do resultado de fevereiro. Foi o menor valor para março desde 2012.

No acumulado de 12 meses, o índice oficial do governo avançou 4,57%, bem próximo ao centro da meta, de 4,5%. Foi a menor taxa em 12 meses desde agosto de 2010.

Além disso, o BC corrigiu na semana passada a projeção do seu cenário de referência para a inflação. O IPCA de 3,9% esperado para o fim de 2017, divulgado no último Relatório Trimestral de Inflação, foi corrigido para uma expectativa de 3,6%, bem abaixo do centro da meta.

No boletim Focus, as projeções são de inflação de 4,09% em 2017 e de 4,46% em 2018. A expectativa de inflação menor confirmaria a existência de espaço para um corte mais agressivo da Selic. As duas últimas reduções haviam sido de 0,75 ponto percentual cada.

Segundo analistas, a probabilidade de queda de 1 ponto aumentou com o fato de o BC ter citado a "intensificação moderada" do ritmo de cortes da Selic no relatório.

Especialmente com a divulgação do PIB de 2016, que confirmou a pior recessão da história recente do País, e do IPCA­15 no menor nível para março desde 2009, uma parte dos investidores começou a ver a possibilidade de uma redução de ao menos 1,25 ponto percentual nesta reunião.

POUPANÇA
As aplicações em renda fixa, como fundos de investimento, ganham da poupança na maioria das situações com a Selic em 11,25% ao ano.

Pelas simulações realizadas pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança ainda mantém atratividade em relação a fundos de investimento em alguns cenários.

Isso porque a poupança, que rende TR (taxa referencial) mais 6,17% ao ano, não sofre qualquer tributação. Já os fundos de renda fixa têm incidência de Imposto de Renda sobre seus rendimentos, sendo que a alíquota
 é maior quanto menor for o prazo de resgate.

Se a taxa de administração dos fundos superar 3% ao ano, a poupança, com um rendimento mensal de 0,54%, ganha em todos os cenários simulados pela associação.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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