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Taxa extra da luz termina em abril

26 de fevereiro de 2016

BRASÍLIA – O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou ontem que a conta de luz trará a bandeira verde a partir de 1º de abril, e as tarifas de energia deixarão de ter a cobrança extra.

"Com isso, os consumidores terão uma redução de 6% a 6,5% na conta de luz", disse o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

O fim da cobrança extra na conta de luz será possível porque o governo decidiu desligar mais 15 usinas térmicas no início de março, o equivalente a 3 mil megawatt (MW).

Sem esses empreendimentos, será possível poupar cerca de R$ 8 bilhões por ano.

No início de fevereiro, o governo já havia anunciado o desligamento de sete usinas térmicas, com 2 mil MW, o que permitiu o acionamento da bandeira amarela e uma economia anual de R$ 2 bilhões.

De acordo com Braga, a queda do consumo de energia, a operação de novas usinas e o aumento do nível dos reservatórios das hidrelétricas em todo o País permitiram dispensar o uso das termelétricas, que geram energia mais cara. "A tarifa de energia elétrica está efetivamente em viés de baixa", disse o ministro.

O governo adotou o sistema de bandeiras (vermelha, amarela e verde), na realidade uma espécie de tarifaço, no ano passado para tentar corrigir os erros que cometeu no setor elétrico durante os anos de 2011 e 2012.

Naquele período, o regime de chuvas foi muito bom, enchendo os reservatórios das hidrelétricas.

O governo, então, começou a usar indiscriminadamente a reserva de água na geração de energia elétrica. Com a produção baseada na água, mais barata, a presidente Dilma Rousseff anunciou até uma redução na conta de luz.

Nos anos seguintes, porém, 2013 e 2014, o Brasil enfrentou umas das piores secas de sua história. A "poupança" de água já havia sido gasta e o governo foi obrigado a recorrer às térmicas, que são bem mais caras. Foi graças às térmicas que não houve racionamento. A conta, no entanto, teve de ser paga às donas das termelétricas. E, claro, sobrou para o consumidor brasileiro.

Fonte: Jornal do Commercio

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