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Tarso Genro: “Copa é roubada”

27 de março de 2014

PORTO ALEGRE e RIO – O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou que é uma "roubada" organizar a Copa dentro das condições exigidas pela Fifa. A declaração foi dada, durante um debate do governo gaúcho com ativistas contrários ao uso de dinheiro público no torneio. "Soubemos das invasões à soberania do País (pela Fifa) tardiamente. A decisão de assumir a Copa nessas condições foi uma roubada".
O evento aconteceu ao mesmo tempo em que a Assembleia Legislativa aprovava projeto de autoria da base de Genro que concede isenção fiscal a empresas que pagarem pelas estruturas temporárias no Beira-Rio.

Segundo o governador, a população brasileira deveria ter sido consultada sobre a possível realização do Mundial no país antes da assinatura do contrato com a Fifa. Genro declarou ainda que protestaria contra o modelo de organização do Mundial caso não fosse governador.

Apesar das críticas, Genro fazia parte do governo federal quando o Brasil foi escolhido para receber a Copa, em 2007. O petista era ministro da Justiça do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mês passado, ante o ultimato da Fifa e a negativa do Inter, dono do Beira-Rio, de arcar com o custo de R$ 30 milhões das estruturas temporárias, foi o governo estadual que assumiu a maior parte do investimento para manter Porto Alegre como sede da Copa.

A situação apresentou um projeto de lei para que as empresas que contribuírem com o pagamento de tendas, cercas, materiais de telecomunicações e outros equipamentos instalados na arena só para o Mundial, receberem isenção de impostos estaduais.

Segundo o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), as estruturas temporárias do Beira-Rio ficarão prontas só após o prazo estipulado pela Fifa, dia 21 de maio.

Fonte: Jornal do Commercio

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