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Supermercados sem credibilidade

15 de maio de 2014

Nos últimos dois meses, o setor supermercadista caiu em descrédito. A operação de fiscalização intensificada nos supermercados, apreendeu toneladas de alimentos impróprios para o consumo e identificou condições precárias de armazenamento dos produtos, inclusive, com a presença de ratos e baratas. Como consequência, dezoito lojas já foram autuadas e quinze delas interditadas. 
A solução apresentada pela Associação de Supermercados de Pernambuco (Apes) é a criação de um selo de qualidade, através do Programa Alimento Seguro, a ser implementado pelo Senac. A rede Deskontão, que teve uma das lojas interditadas, seria uma das primeiras a se submeter às regras do programa, na próxima semana. 

“A orientação que damos é para que todos tenham uma boa prática, porque quem mais deve defender o consumidor é quem vive do consumidor. Mas a Apes não tem poder de fiscalização sobre os seus associados. Eu só posso responder pelo que é feito no meu supermercado”, afirma o presidente da Apes, Edvaldo Guilherme, proprietário da rede Arco-Íris. De acordo com ele, os associados autuados estão recebendo orientação jurídica, mas cada empresa deverá cuidar da sua própria defesa: “Em nenhum lugar do país, a entidade de classe defende o setor em bloco”.

Alternativa
O que a associação propôs como uma alternativa para sanar as irregularidades, incluindo a comercialização de produtos vencidos, foi a criação do selo de qualidade. O projeto foi aceito por 70 das 75 empresas associadas e proposto para as autoridades envolvidas nas fiscalizações, como Ministério Público, Procon e Vigilância Sanitária, no dia 22 de abril. “Firmamos um convênio com o Senac que vai formatar o programa para cada empresa. A primeira a começar será o Deskontão”, anuncia ele. “Não vemos o que houve como descaso. Existem mais de 3,3 mil empresas no estado, que empregam 105 mil pessoas. São muitos funcionários. Muitos no primeiro emprego. Ainda há cerca de 10 mil itens por loja. Não há saneamento. Quando chove é comum que ratos e baratas entrem nos estabelecimentos”, diz Guilherme.

Fonte: Diario de Pernambuco

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